O Santos deu início a uma nova etapa das obras de modernização da Vila Belmiro, com intervenções significativas no setor Cosmo Damião, localizado atrás de um dos gols do estádio. A principal mudança consiste na retirada das escadas de acesso e no rebaixamento da arquibancada até o nível do gramado, buscando aproximar os torcedores da ação em campo.
Essas intervenções têm prazo de conclusão em aproximadamente sessenta dias e devem elevar a capacidade do setor de três mil e duzentas para cerca de cinco mil pessoas. O projeto também contempla a construção de novos acessos e a reforma completa dos sanitários da área.
O setor Cosmo Damião é justamente uma das regiões onde se concentram as principais torcidas organizadas do clube. Anteriormente, o Santos já havia realizado alterações na mesma arquibancada, dividindo os degraus para criar novos espaços e ampliar a quantidade de torcedores no local.
As obras atuais representam uma continuidade dessa estratégia, reorganizando toda a circulação do setor para transformar a experiência dos torcedores e aumentar a pressão da torcida dentro do estádio durante as partidas.
A revitalização da Vila Belmiro faz parte de um projeto mais amplo que começou pelo setor visitante. Nessa área, trezentas cadeiras foram retiradas e os degraus foram duplicados, alcançando quarenta e cinco centímetros. Com essa nova configuração, a capacidade do espaço subiu para mil e quatrocentos lugares.
Outra mudança prevista envolve a arquibancada lateral localizada no lado oposto às cadeiras cativas, onde está previsto o recolhimento das cadeiras e o prolongamento do setor em direção ao campo. O projeto também prevê a construção de novos camarotes e de um bar na área do Salão de Mármore, além de uma nova loja e de um novo memorial dedicados à história do clube.
Porém, os planos do Santos não se limitavam apenas à reforma do estádio atual. O clube manteve conversas ao longo dos anos sobre a construção de uma nova arena em parceria com a construtora WTorre, mas essas negociações permanecem paralisadas. A empresa interrompeu o processo e ainda não há previsão para a retomada das tratativas. Em abril, o documento que formalizaria o acordo chegou a ficar pronto para assinatura, mas a WTorre pediu a suspensão das conversas até resolver sua situação com o banco BTG Pactual, que possui controle sobre algumas operações da construtora.
Entre as operações estava a negociação dos direitos de nomeação do estádio do Palmeiras com o Nubank, negócio que já foi concluído. Sem prazo para retomar o projeto da nova arena, o Santos segue com as obras na Vila Belmiro, priorizando o aumento da capacidade do estádio e a modernização dos diversos setores da sua casa histórica.
Fonte: A TARDE