A capital baiana conta com três equipamentos públicos dedicados ao acolhimento e atendimento gratuito de mulheres que vivenciam diferentes formas de violência. Os Centros de Referência, vinculados à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, funcionam como porta de entrada para uma rede completa de proteção e acompanhamento especializado.
O acolhimento nas unidades começa na recepção, onde servidoras capacitadas realizam uma escuta atenta e acolhedora dos relatos apresentados. Na sequência, psicólogas e assistentes sociais dão continuidade ao atendimento, oferecendo todo o suporte necessário à vítima. O processo é concluído com o direcionamento para órgãos parceiros, como a Especializada de Atendimento à Mulher, a Defensoria Pública e unidades básicas de saúde.
Segundo Fernanda Cerqueira, diretoria de Política para Mulheres, os centros desempenham função essencial na interrupção do ciclo de violência. "O trabalho preventivo é prioridade. Nossas equipes desenvolvem atividades itinerantes, discussões em grupo e ações comunitárias para conscientizar a população sobre sinais de relacionamentos abusivos e sobre a existência dos nossos serviços", destaca.
Os dados deste ano registram 8.160 atendimentos realizados e 13 mulheres acolhidas. Entre os tipos de violência mais recorrentes estão a psicológica, a patrimonial e a moral. A Casa de Acolhimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce acolhe essas mulheres e oferece capacidade para até 18 inúmers, podendo receber filhos de até doze anos.
A equipe multiprofissional da unidade de acolhimento, composta por enfermeiras, psicólogas, advogadas e assistentes sociais, trabalha para fortalecer as mulheres atendidas e ajudá-las a construir um plano de vida fora da violência. Recentemente, foi fechada parceria com a Associação de Registro Público para viabilizar a emissão de documentos, medida fundamental para muitas mulheres que têm seus papéis retidos como forma de violência patrimonial.
O Centro Loreta Valada, o mais antigo da rede, está instalado na Casa da Mulher Brasileira, na Avenida Tancredo Neves, no bairro Caminho das Árvores, funcionando de segunda a sexta, das 8h às 17h. O telefone é (71) 3202-7396. Em Cajazeiras, o Centro Arlette Magalhães atende no endereço da Rua José Seixas Filho, em Fazenda Grande II, no mesmo horário, pelo (71) 3202-7380. A Casa de Acolhimento Irmã Dulce funciona ininterruptamente, na Rua Léllis Piedade, número 63, na Ribeira, com o telefone (71) 3202-7399.