A Câmara Municipal de Salvador foi palco de um acalorado confronto verbal entre dois vereadores nesta segunda-feira, dia 24. O embate envolveu Téo Senna, do partido tucano, e Randerson Leal, que ocupa a liderança da oposição na Casa, lotada para a ocasião.
A origem da discussão está em um polêmico debate sobre a distribuição de emendas parlamentares aos vereadores que compõem a base oposicionista. Randerson Leal abriu as hostilidades ao retomar o impasse que envolve o repasse das emendas constitucionais destinadas à bancada de oposição.
Do alto da tribuna, o oposicionista declarou que apresentou sugestões de aplicação dos recursos a um assistente da Prefeitura de Salvador, mas criticou duramente um edil da base governista por supostamente apropriar-se da autoria da indicação. Para Randerson, existe uma flagrante falta de consideração por parte dos secretários municipais em relação aos vereadores oposicionistas.
— A bancada de oposição merece ser tratada com respeito. Vereadores da oposição devem gozar dos mesmos direitos que os vereadores da situação — protestou o líder oposicionista.
Após as declarações críticas, Téo Senna entrou em defesa da gestão municipal e atribuiu a postura de Randerson a uma estratégia para conquistar apoio político. O tucano acusou o adversário de agir movido por interesses Eleitoreiros.
O líder da oposição não demorou a revidar, lembrando declarações anteriores do partido de Téo, nas quais o tucano chegou a afirmar que os oposicionistas não deveriam receber emendas parlamentares.
Foi nesse momento que o clima no plenário ficou ainda mais tenso. Randerson sustentou que Téo demonstrava nervosismo, enquanto o edil tucano retrucou com desdém, sugerindo que o oposicionista deveria “adquirir maturidade política” e que isso viria “com o tempo”.
Téo também defendeu seu direito de criticar abertamente a atuação da oposição. — É um direito meu, como vereador, expressar minha opinião. Eu considero que a oposição não merece [as emendas]. Eles só sabem criticar — justificou.
O episódio evidenciou as profundas divergências entre os dois vereadores e trouxe à tona, mais uma vez, a disputa em torno da relação entre a oposição e a administração municipal, especialmente no que diz respeito à distribuição dos recursos provenientes de emendas parlamentares.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1