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Policia Federal insiste em recurso contra decisão de Mendonça sobre dados do INSS

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Fonte: Últimas Notícias - Metro 1
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A Polícia Federal permanece firme em sua posição de solicitar à Advocacia-Geral da União a apresentação de um recurso contra a determinação tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que estabeleceu o compartilhamento integral dos dados brutos referentes às investigações sobre irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social.

Entre os materiais abrangidos pela decisão estão informações oriundas das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e da lobista Roberta Luchsinger. O despacho de Mendonça também estabelece que qualquer modificação na equipe designada para conduzir as apurações deve ser comunicada previamente ao ministro relator.

A corporação policial sustenta que a ordem judicial compromete a independência técnica necessária ao trabalho investigativo. Há mais de trinta dias, representantes da direção da PF buscaram o advogado-geral da União, Jorge Messias, para solicitar respaldo na contestação da medida judicial.

No entanto, Messias tem privilegiado, internamente no governo, a estratégia de fortalecer o canal de comunicação entre a Polícia Federal e o ministro Mendonça, visando a construção de um entendimento que evite o agravamento do conflito por meio de uma ação judicial.

A alta cúpula da instituição policial, por sua vez, mantém a defesa da necessidade de impetrar o recurso, o que tem intensificado os choques com o magistrado ao longo das apurações sobre as fraudes no INSS.

Um dos episódios que alimentou a crise foi o atraso da Polícia Federal em encaminhar ao ministro os dados coletados nasquebras de sigilo de Lulinha. Mendonça havia autorizado, em dezembro do ano anterior, a retirada dos sigilos fiscal, bancário e telemático do filho do presidente da República. A polícia levou aproximadamente sete meses para disponibilizar as informações, o que gerou exasperação no ministro e acabou influenciando sua decisão de exigir o envio dos dados crus do inquérito.

A substituição na coordenação da PF responsável pelas investigações sobre os golpes no INSS também contribuiu para o agravamento do desgaste entre os investigadores e o representante do Judiciário. Fontes ligadas a Mendonça avaliam que a decisão não constitui nenhum precedente inédito e warnizam que a corporação pode acabar prejudicada caso persista no embate, especialmente considerando os atrasos na entrega dos dados e as alterações na composição da equipe de trabalho.

Fonte: Últimas Notícias – Metro 1

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