O ex-chefe do Executivo goiano e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, revelou na terça-feira, dia 25, que caso conquiste o Palácio do Planalto, uma de suas prioridades será encaminhamento de um projeto de anistia "geral, ampla e irrestrita" ao Parlamento brasileiro. A proposta beneficiaria todos os responsabilizados pelos episódios de vandalismo ocorridos em 8 de Janeiro, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante sabatina realizada pela TV Globo, Caiado sustentou que o Brasil necessita encerrar os ciclos de confronto entre diferentes grupos políticos. O presidenciável foi além e estabeleceu um paralelo entre a concessão de perdão aos participantes dos atos antidemocráticos e a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, quando a Corte cancelou as condenações do mandatário Luiz Inácio Lula da Silva por irregularidades encontradas nos processos oriundos da Lava Jato.
"É fundamental pôr fim à polarização e unir o país. A sociedade não aguenta mais esse cenário de divisão. Nas últimas eleições presidenciais, 38 milhões de brasileiros optaram por não ir às urnas", declarou Caiado durante a entrevista.
O candidato goiano foi o segundo participante do especial Eleições do Jornal Nacional. A série de entrevistas com os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto começou na segunda-feira, 24, com o atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Nos dias seguintes, passaram pelo programa Renan Santos (Missão), o próprio Lula (PT), Flaviano Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante), nesta ordem determinada por sorteio.
Diferente do que ocorre com os condenados de 8 de Janeiro, Lula não recebeu anistia. O que aconteceu com o chefe do Executivo federal foi a anulação de suas condenações, pois o STF identificou vícios processuais nas ações penais relacionadas à operação anticorrupção Lava Jato.
Fonte: A TARDE