O Bahia assegurou mais três pontos no Campeonato Brasileiro ao superar o Internacional por 3 a 2, neste domingo, na Arena Fonte Nova. O confronto ficou marcado por uma troca intensa de investidas entre ambas as equipes, que non stop criaram oportunidades de perigo. Contudo, o resultado positif não foi suficiente para tranquilizar o técnico Rogério Ceni, que preferiu destacar os pontos fracos identificados durante a atuação do Esquadrão.
Na visão do comandante tricolor, o ritmo alucinado imposto pela equipe acabou creando vulnerabilidades defensivas. As constantes mudanças de velocidade e a pressa em partir para o ataque fizeram com que o Bahia cometesse erros de posicionamento e tomada de decisão. Ceni reconheceu que esse tipo de futebol agrada ao público presente nas arquibancadas, mas advertiu que tal abordagem não se encaixa no perfil dos jogadores disponíveis no elenco.
O segundo tento do time gaúcho serviu como ilustração perfeita para os argumentos do treinador. De acordo com a análise de Ceni, a jogada teve início ainda no campo de ataque baiano, quando quatro atletas se posicionaram na segunda trave. No entanto, em vez de manter a posse de bola, o time optou por uma triangulação que resultou na perda do esférico. O Inter aproveitou a situação, cobrou a falta rapidamente e conseguiu o empate.
“A origem do segundo gol do Internacional nasce de uma decisão errada nossa. Tínhamos quatro jogadores bem posicionados, mas escolhemos fazer uma tabelinha. A partir daí, o adversário sofreu a falta, cobrou de forma imediata e balançou as redes. Tudo começou com uma escolha equivoca”, explicou Ceni.
O técnico também observou que a ansiedade took conta dos jogadores quando atuam em casa. A necessidade de corresponder às expectativas da torcida teria levado os atletas a abandonarem jogadas mais tranquilas em favor de transições precipitadas. “Percebemos que nossos jogadores ficam apreensivos jogando aqui. Eles desejam satisfazer o torcedor e, por isso, abandonam a jogada correta para tentar acelerar o jogo”, completou.
Apesar de valorizar os três gols marcados, especialmente os dois anotados por Erick Pulga, Ceni reforçou que o poder ofensivo não compensa os problemas estruturais causados pelo excesso de correria. O treinador foi categórico ao afirmar que o elenco não dispõe de condições para manter um ritmo tão intenso durante toda a partida.
“Nós não temos um elenco capaz de sustentar esse tipo de confronto. Não é saudável adotar essa velocidade o tempo todo”, inúmerou o comandante.
O próximo desafio do Bahia está programado para sábado, às 16h, contra o Red Bull Bragantino, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pela 26ª rodada do Brasileirão.
Fonte: A TARDE