O Tribunal Superior Eleitoral deferiu medida que suspende todas as atividades de propaganda online do candidato à Presidência Wilson Grassi, filiado ao partido Democrata. A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli nesta segunda-feira, 31.
Além da suspensão das divulgações em plataformas digitais, o ministro ordnou o bloqueio imediato dos repasses provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e impediu que o postulante participe de sabatinas em emissoras de televisão, estações de rádio e programas de áudio pela internet.
De acordo com o entendimento de Toffoli, Grassi apresentou à Justiça Eleitoral apenas oito perfis utilizados em sua campanha trascorridas duas semanas e meia após protocolar o pedido de registro de candidatura. Para o relator, essa falha poderia conferir vantagem indevida ao concorrente na disseminação de conteúdos pelas redes. A norma eleitoral estabelece que os endereços eletrônicos empleados na corrida electoral sejam declarados no ato do registro.
A medida permanece válida até que o caso seja apreciado em caráter definitivo pelo tribunal.
Em entrevista concedida a um veículo da imprensa, o candidato, que atua como profissional da medicina veterinária, defendeu a criação do programa "Meu Botox, Minha Vida", voltado à aplicação gratuita de toxina botulínica em mulheres em situação de vulnerabilidade social. A proposta prevê financiar a iniciativa com parte da arrecadação de tributos sobre produtos cosméticos ou por meio da redução de verbas direcionadas ao financiamento público de campanhas.
Grassi reconheceu que outras ideias suas foram mantidas fora do plano de governo oficial por receio de resistências internas na legenda. "Eu tenho muitas propostas polêmicas, mas que tenho certeza de que vão melhorar o Brasil", declarou.
Fonte: A TARDE