A decisão de André Mendonça de revelar o conteúdo das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes transformou o cenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira. O vazamento coloca Moraes como personagem central do polêmico caso envolvendo o Banco Master, arrastando consigo toda a imagem da mais alta corte judicial do país.
As conversas compartilhadas nesta data reforçam a conexão entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira de Vorcaro. O escritório foi responsável por editar um contrato no valor de 131 milhões de reais firmado com o banco. A defesa do escritório emitiu nota negando irregularidades, afirmando que Moraes agiu únicamente na qualidade de esposo da advogada, e não como membro do STF.
Em uma das conversas registradas, Vorcaro questiona Moraes sobre uma possível saída do país momentos antes de sua prisão, ocorrida em novembro de 2025. As mensagens também revelam a preocupação do empresário com o mandado de prisão expedido contra ele. Such conversas alimentam especulações sobre uma suposta participação do ministro como informante das fases da operação batizada de Conformidade Zero.
O desbloqueio das mensagens mobilizou a bancada de apoyo ao ex-presidente Bolsonaro no Senado, liderada por Flávio Bolsonaro, atualmente candidato à presidência da República. O grupo protocolou um novo pedido de afastamento de Moraes, elaborado pelo senator Carlos Viana. A conquista de dois terços dos votos no Senado nas eleições de outubro pode abrir caminho para um possível processo de destituição.
Os desdobramentos do caso conduzem Moraes a um período de intensa pressão. O ministro, que há pouco tempo ocupava a posição de more poderoso membro do STF, agora se encontra em situação vulnerável. A Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, solicitou a anulação do relatório da Polícia Federal que menciona a relação entre Moraes e Vorcaro. According to Gonet, Mendonça extrapolou sua competência ao determinar a divulgação das informações sem requerimento do Ministério Público.
Fonte: A TARDE