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Cantor baiano do pagodão raiz visita memorial nazista na Polônia e transforma vivência em nova canção

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Uma viagem pela Europa acabou rendendo uma inspiração inesperada para Robyssão, pagodeiro conhecido por músicas +18. | Foto: Redes Sociais — Fonte: Aratu On - Últimas Notícias
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Uma jornada pela Europa reservou um capítulo inesperado na carreira de Robyssão. O cantor baiano, reconhecido nacionalmente como Rei do Pagodão, viveu uma experiência marcante ao incluir a Polônia em seu roteiro de férias, países como Portugal, Grécia, Itália e Espanha já estavam no itinerário antes de chegar ao destino que mudaria sua perspectiva.

Foi no complexo histórico de Auschwitz que o artista encontrou inspiração para um novo projeto musical. O local, um dos símbolos mais graves do Holocausto, provoca reações intensas em qualquer visitante, e Robyssão não foi exceção. O peso histórico do lugar, onde o regime nazista cometeu crimes terríveis durante a Segunda Guerra Mundial, gerou uma comoção profunda no pagodeiro, que decidiu canalizar toda essa intensidade emocional para a composição de uma faixa especial.

A música resultante do impacto dessa visita carrega o título impactante de 'Tive Crise de Ansiedade'. Nas redes sociais, o artista apresentou a novidade aos seguidores e confessou que a canção lhe causa uma emoção particular, diferente de tudo que já produziu ao longo de sua trajetória nos ritmos de Salvador.

Com um currículo repleto de hits que se tornaram febre nos paredões da capital baiana, Robyssão acumula sucessos como 'O Poder Está na Tcheca', 'Chuva de Perereca', 'Balança o Rabinho', 'Solte Essa Cachorra' e 'Só Como Amiga'. Nos últimos tempos, o músico ampliou seu alcance e passou a conquistar também o público mais jovem, que costuma tratá-lo com carinho pelo apelido carinhoso de 'Tio Roby', uma referência bem-humorada à vastidão de seu repertório no pagodão.

O complexo de Auschwitz foi estabelecido após a invasão alemã da Polônia em 1939 e se tornou sinônimo dos horrores do Holocausto. Calcula-se que aproximadamente 1,1 milhão de pessoas, majoritariamente judias, foram assassinadas no local durante o conflito mundial. O campo, composto por Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau, contava com câmaras de gás e fornos crematórios. As estruturas de extermínio começaram a ser desmontadas no final de 1944, quando as tropas soviéticas se aproximavam, e a libertação oficial aconteceu em 27 de janeiro de 1945, data que se tornou referência internacional de lembrança às vítimas do Holocausto.

A inscrição 'Arbeit Macht Frei' sobre o portão de entrada do campo é um dos elementos mais conhecidos do local, frases em alemão que os nazistas utilizavam como promessa cruel destinada aos prisioneiros.

Fonte: Aratu On – Últimas Notícias

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