O mandatário máximo do futebol mundial, Gianni Infantino, voltou a ser personagem de polêmicas após ser formalmente acusado de abuso de poder junto ao Comitê de Ética da entidade. A denúncia foi apresentada pela organização não governamental britânica FairSquare, conforme revelado pelo jornal francês L'Équipe.
Segundo a acusação, a entidade identificou oito episódios específicos que fundamentam a queixa, entre os quais se destaca a relação estreita entre Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proximidade entre o dirigente esportivo e o político republicano teria resultado em descumprimento das normas de neutralidade política exigidas pela FIFA.
Um dos casos que ganhou maior destaque envolveu o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. O atleta foi expulso ainda nas oitavas de final, após confronto com a seleção da Bósnia, mas viu sua punição ser revertida após uma suposta intervenção de Trump. Essa decisão possibilitou que o jogador entrasse em campo na partida contra a Bélgica, válida pelas quartas de final.
A organização britânica também chamou atenção para a concessão do Prêmio da Paz da FIFA a Donald Trump. A distinção simbólica foi entregue pessoalmente por Infantino durante a cerimônia de sorteio dos grupos do Mundial, realizada em dezembro de 2025.
Esta não é a primeira vez que a FairSquare move uma ação contra o presidente da FIFA. Em julho do mesmo ano, a ONG havia registrado uma queixa no Comitê Olímpico Internacional, argumentando que Infantino descumpriu o compromisso de manter independência diante de interesses políticos e comerciais, conforme estabelecido na Carta Olímpica. Na ocasião, o COI rejeitou a acusação.
Fonte: A TARDE