A gestão da prefeita Sheila Lemos Lemos (União Brasil) enfrenta forte pressão após anunciar um contingenciamento de R$ 72 milhões na pasta da Saúde de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O corte faz parte de um plano de austeridade que ultrapassa R$ 130 milhões nas contas públicas do município, provocando indignação entre vereadores e moradores.
O Hospital Unimec, instituição privada que atendia pacientes do Sistema Único de Saúde, encerrou os serviços ao sistema público. Segundo o vereador Alexandre Xandó (PT), a decisão deixa milhares de pessoas sem assistência adequada, já que a Unidade de Pronto Atendimento mantida pelo governo estadual já opera acima da capacidade.
Os postos de saúde da família também enfrentam sobrecarga. Durante sessão na Câmara Municipal, Xandó denunciou que as unidades operam com déficit de medicamentos e que moradores aguardam até três anos por exames fundamentais. "A prefeitura quer sobrecarregar locais que já estão em situação crítica", afirmou o parlamentar.
A vereadora Viviane Sampaio (PT) completou o relato de problemas: faltam materiais básicos nas unidades de saúde, e a coleta de exames laboratoriais na zona rural foi suspensa por carência de insumos. "A saúde carece de competência administrativa", criticou.
A promulgação da Lei Orçamentária Anual para 2026 alarmou a comunidade. Além dos cortes em saúde, a população questiona a realização de festas populares de grande porte, como o São João, em meio à crise nos serviços essenciais. Os cidadãos cobram transparência na aplicação dos recursos públicos e acusam a gestão de priorizar eventos em detrimento da assistência à população.
Fonte: A TARDE