O especialista em desenvolvimento profissional Afonso Monteiro, que atua como gerente de carreiras do Instituto Euvaldo Lodi na Bahia, falou sobre a entrada da geração Z no mercado de trabalho e as mudanças tecnológicas que moldaram esse processo. Em entrevista concedida ao programa Metropole Mais nesta quarta-feira, o profissional afirmou que não é possível desvincular uma geração das transformações digitais que a acompanharam.
Para Afonso, ao analisar gerações anteriores, é possível identificar valores e características que permanecem válidos nos dias atuais. Ele explicou que diversas alterações sociais e tecnológicas contribuíram para moldar os profissionais de cada época, embora pessoas com mais idade costumejem ter uma visão mais nostálgica do passado. O gerente, contudo, defende que todas as gerações possuem pontos fortes e aspectos que podem ser aprimorados.
O especialista chamou atenção para uma desconexão entre o que as empresas buscam e o perfil dos candidatos disponíveis. Segundo ele, embora as organizações afirmem acompanhar as mudanças, na prática mantêm expectativas tradicionais em relação aos novos colaboradores. Afonso observou que corporações de grande porte tendem a conseguir harmonizar valores convencionais com inovações, enquanto empresas de médio e pequeno porte enfrentam desafios mais significativos nesse equilíbrio.
De acordo com o gerente do IEL, as organizações menores exigem profissionais comprometidos com seus objetivos, mas nem sempre oferecem condições atrativas. A nova geração, segundo Afonso, demonstra interesse em compreender profundamente o que cada trajetória profissional pode proporcionar, diferentemente das gerações anteriores, que frequentemente permaneciam na mesma empresa do estágio até a aposentadoria.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1