O Palácio do Planalto detailhou nesta quarta-feira, dia 16, as estratégias de contingencia do Sistema Único de Saúde para proteger a população das regiões mais afetadas pelo fenômeno meteorológico que promete elevar as temperaturas e agravar a seca no Nordeste. O cronograma de ações contempla o período entre outubro deste ano e março de 2027, quando a região deverá sofrer com estiagem prolongada e calor intenso.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou em pronunciamento à imprensa que o ejecutivo federal alocará 9,8 bilhões de reais no programa batizado de Saúde Clima AdaptaSUS. A iniciativa ambitious contempla o cumprimento de 27 objetivos estratégicos e a execução de 93 medidas práticas voltadas à adaptação da infraestrutura hospitalar e ambulatorial diante de cenários climáticos severos.
Entre as vulnerabilidades identificadas pelo governo federal, destacam-se o risco de crise hídrica, o aumento de casos de gastroenterites, piora na qualidade do ar com reflexos nas doenças cardiopulmonares, além da vulnerabilidade alimentar que pode levar à subnutrição. As autoridades sanitárias também manifestam preocupação com a potencial expansão dos criadouros do mosquito transmissor da dengue.
Como parte das medidas de campo, a pasta manterá unidades avançadas da Força Nacional do SUS nas capitais de Salvador, Recife e Fortaleza. Outras duas cidades nordestinas sediarão núcleos de monitoramento integrado entre indicadores epidemiológicos e condições climáticas. O executivo também antecipou o envio de insumos farmacêuticos às unidades locais e realizará o georreferenciamento de territórios vulneráveis ao estresse térmico. UBS da região receberam autorização para transformar áreas comuns em espaços climatizados para acolher cidadãos em situação de risco.
Fonte: A TARDE