O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar sua posição contrária à classificação de organizações criminosas como grupos terroristas. A manifestação aconteceu durante compromisso oficial na cidade do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, dia 18.
O mandatário reagiu diretamente às declarações do presidente Donald Trump e defendeu que o país precisa implementar políticas públicas que assegurem a supremacia do Estado frente à criminalidade, sem recorrer a essa denominação.
Na ocasião, Lula direcionou seus ataques ao movimento que ficou conhecido como 8 de Janeiro, responsável pela tentativa de ruptura democrática nos primeiros dias de seu mandato. O episódio resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segundo Lula planejava um golpe de Estado.
Para o atual presidente, a verdadeira ameaça ao Estado democrático de direito veio de dentro do próprio país, com a tentativa de Golpe arquitetada por Bolsonaro. Lula afirmou que o ex-chefe do Executivo tentou matar não apenas ele próprio, mas também o vice-presidente Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, caracterizando o que classificou como terrorismo de Estado.
A fala do presidente contrasta com o posicionamento adotado pelo senadorFlávio Bolsonaro, principal adversário na disputa pela presidência. O congressista, filiado ao PL, tem se mantido como defensor da manutenção da classificação de grupos armados como organizações terroristas.
Na quinta-feira anterior, durante visita ao estado da Bahia, o pré-candidato voltou a tratar do assunto e prometeu enfrentar decididamente o que denominou de narcoterroismo.
Fonte: A TARDE