Preso desde maio deste ano no âmbito da Operação Compliance Zero, Henrique Vorcaro encaminhou nesta terça-feira uma petição aos ministros do Supremo Tribunal Federal na qual sustenta que sua prisão representa uma injustiça. No documento, o pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro argumenta que não mantinha qualquer vínculo com os negócios do filho e que não deveria ser arrastado para o escândalo do Master apenas por conta do parentesco.
Segundo a investigação conduzida pela Polícia Federal, Henrique Vorcaro exercia papel central em uma suposta organização criminosa formada por apostadores ilegais, grupos de milícias e piratas virtuais. A estrutura seria utilizada para atacar inimigos de Daniel Vorcaro, ex-dono de banco atualmente investigado por fraudes que chegam a bilhões de reais. Os investigadores apontam que o próprio órgão federal teria sido alvo dessa rede para obter acesso a dados sigilosos do caso Master.
Na petição enviada à corte máxima, Henrique Vorcaro classificou o relatório policial como fantasioso e afirmou nunca ter ameaçado qualquer pessoa ou participado de atividades ilícitas. "Tenho diversos empreendimentos comerciais, todos lícitos. Não existe qualquer registro na minha vida de envolvimento com ameaças ou práticas obscuras", declarou. O preso também alertou para o deterioro de seu estado de saúde causado pela privação de liberdade e pediu que sua reputação e dignidade sejam restabelecidas.
O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, foi quem determinou a prisão de Henrique Vorcaro em maio. A defesa sustenta que o dinheiro movimentado pelo cliente tem origem em atividades comerciais regulares e nega categoricamente qualquer participação em operações criminosas.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1