A infectologista e presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, comentou em entrevista ao Jornal da Cidade a decisão do Ministério da Saúde de incluir canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde. Para a especialista, a medida representa um passo fundamental no combate à obesidade, uma doença crônica que frequentemente resulta em problemas de saúde como diabetes e pressão alta.
Segundo Ceuci Nunes, o acesso a esses medicamentos não pode ser um privilégio de quem possui recursos financeiros. Ela destacou que o tratamento disponível na rede privada custa aproximadamente mil e setecentos reais mensais, valor inviável para grande parte da população. "Estamos diante de uma transformação que precisa alcançar todos os cidadãos brasileiros", enfatizou a médica.
No entanto, a presidente da Bahiafarma fez uma ressalva importante: o uso desses fármacos exige acompanhamento profissional e exames prévios. "Qualquer remédio possui efeitos adversos e deve passar por uma análise cuidadosa de riscos e benefícios. Não se pode fazer uso dessas substâncias por conta própria ou sem orientação médica", completou.
Ceuci Nunes também manifestou preocupação com a proliferação de versões comercializadas de forma irregular, conhecidas popularmente como "canetas paraguaias", que não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. "É surpreendente que algumas pessoas demonstrem receio em relação às vacinas, cuja eficácia é comprovada cientificamente, mas aceitem injetar no próprio corpo produtos comprados de forma clandestina, sem qualquer tipo de controle de qualidade. Os perigos são extremamente elevados", concluiu a infectologista.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1