A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) confirmou nesta semana um salto significativo nos casos de Chikungunya no estado. Entre janeiro e setembro de 2026, foram identificados 10.264 casos prováveis da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o que representa um aumento de 369,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 2.187 ocorrências.
O relatório da Sesab indica que três mortes pela doença já foram confirmadas no estado. Apesar dos números alarmantes, a secretaria informou que a situação ainda não configura um surto, embora o Ministério da Saúde tenha emitido um alerta direcionado aos governos estaduais e municipais sobre o risco elevado de transmissão de arboviroses.
O crescimento dos casos está diretamente associado ao fenômeno El Niño, que provoca elevações nas temperaturas e modifica os padrões de chuva, criando condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor. Ao todo, 201 cidades baianas realizam o acompanhamento das infecções por Chikungunya.
Entre os municípios monitorados, Alagoinhas apresenta o maior Coeficiente de Incidência, alcançando 2.534,18 casos a cada 100 mil habitantes. O dado coloca a cidade em situação de atenção especial dentro do cenário estadual.
Em contraste, os casos de dengue registraram queda expressiva de 15,4%, passando de 28.199 ocorrências em 2025 para 23.844 em 2026 no mesmo período. Já os registros de Zika Vírus tiveram leve alta de 2%, com 260 casos em 2026 contra 255 no ano passado.
Para frear a propagação do Aedes aegypti, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de eliminar recipientes que acumulem água parada, como pneus, garrafas, latas e vasos de plantas. A vedação adequada de caixas-d'água também é essencial. A população pode acionar a prefeitura e demais órgãos competentes ao identificar possíveis criadouros em terrenos baldios ou locais públicos.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1