Início Polícia Polícia Civil desmantela rede de tráfico que usava redes sociais para comercializar entorpecentes de luxo na Bahia
Polícia

Polícia Civil desmantela rede de tráfico que usava redes sociais para comercializar entorpecentes de luxo na Bahia

Share
Fonte: Últimas Notícias - Metro 1
Share

A Polícia Civil do estado deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Iceberg, resultando no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra uma organização suspeita de comercializar drogas de alto padrão para uma clientela seleta. A investigação revelou que o grupo movimentou mais de R$ 9,6 milhões por meio de transações bancárias realizadas entre contas vinculadas aos suspeitos, seus parentes e empresas fachada.

As ações foram executadas simultaneamente em quatro municípios baianos — Salvador, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus — além da capital sergipana, Aracaju. Os investigadores identificaram que pessoas influentes, incluindo médicos, advogados e empresários, figuravam entre os compradores regulares do esquema.

De acordo com as apurações, os traficantes utilizavam o Instagram como vitrine para expor os produtos, negociavam os valores por meio de mensagens diretas e recebiam os pagamentos quase exclusivamente via Pix. As entregas eram realizadas em pacotes lacrados e identificados apenas por códigos alfanuméricos, sem qualquer referência ao conteúdo.

Entre as substâncias comercializadas estavam marcas como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA, este último associado pela polícia a variedades de cannabis de origem estrangeira. Os entorpecentes tinham como origem o Paraguai e o estado de São Paulo, sendo distribuídos em diversas cidades baianas e em Sergipe.

O Núcleo de Lavagem de Capitais do Departamento de Inteligência Policial rastreou mais de 16 mil operações financeiras envolvendo os investigados. Para obscurecer o caminho do dinheiro, o grupo se utilizava de contas de terceiros, empresas, parcelamentos de pagamentos e transferências instantâneas.

A análise patrimonial de um dos principais suspeitos evidenciou um crescimento patrimonial incompatível com sua renda declarada: dos R$ 163 mil declarados em 2020, seu patrimônio saltou para R$ 2,4 milhões em 2025, sem que fossem encontradas fontes lícitas para explicar tal evolução.

As autoridades também bloquearam contas bancárias e tornaram indisponíveis bens dos suspeitos, incluindo oito automóveis e uma motocicleta, cujo valor total ultrapassa R$ 1,1 milhão conforme a tabela Fipe. A investigação ainda aponta que membros da quadrilha mantinham atividades paralelas na comercialização ilegal de armas de fogo.

A Operação Iceberg teve origem a partir de elementos coletados durante os trabalhos da Operação Gênesis, que apurava uma facção criminosa suspeita de participação em crimes com uso de violência.

Fonte: Últimas Notícias – Metro 1

Share
Artigos relacionados
Polícia

Forças de segurança capturam traficante procurado em Santa Catarina durante operação em Salvador

Um indivíduo apontado como envolvimento em crimes relacionados ao comércio ilegal de...

Polícia

Suspeito com histórico de 42 registros de violência doméstica é capturado em Salvador por aterrorizar ex-companheira

A Polícia Civil do Bahia efetuou nesta terça-feira, 13, a prisão preventiva...

Polícia

Júri popular de acusado pela morte de Mãe Bernadete acontece nesta terça-feira na capital baiana

O terceiro réu envolvido no assassinato da liderança quilombola Maria Bernadete Pacífico...