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Podcast revive suspeitas sobre suposto emprego público de Flavio Bolsonaro durante mandato paterno

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Vídeo: supeita de que Flávio Bolsonaro foi funcionário fantasma da Câmara dos Deputados volta a repercutir na internet — Fonte: Farol da Bahia
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Um episódio recente do podcast Calma Urgente reacendeu o debate sobre uma investigação revelada pelo BBC News Brasil em 2019, que aponta indícios de que Flavio Bolsonaro teria ocupado um cargo de assistente técnico de gabinete na Câmara dos Deputados sem efetivamente trabalhar no local. O caso envolve o período entre 2000 e 2002, quando o atual candidato à Presidência pelo PL cursava Direito presencialmente no Rio de Janeiro enquanto acumulava um emprego que exigia dedicação integral em Brasília.

Segundo a apuração da emissora britânica, Flavio Bolsonaro mantinha, simultaneamente, uma rotina intensa: estudava em uma faculdade de Direito na capital fluminense, realizava estágio voluntário duas vezes por semana na cidade e ainda ocupava um posto comissionado de 40 horas semanais na liderança do PPB, antigo nome do atual Partido Progressistas. O cargo, que deveria ser exercido na capital federal, era reservado para indicações por critérios políticos ou técnicos.

A reportagen destaca que o partido pelo qual Flavio obteve o emprego era o mesmo pelo qual seu pai, Jair Messias Bolsonaro, havia sido elected para seu terceiro mandato como deputado federal. Antes de Flavio assumir a posição, quem ocupava o cargo era Ana Cristina Siqueira Valle, naquela época companheira de Jair Bolsonaro.

Durante o programa, o apresentador Bruno Tortura chamou atenção para o fato de que poucos brasileiros conhecem essa história. "Foi o pai que arrumou o emprego de funcionário fantasma para o filho de 18 anos", afirmou o jornalista. "É algo inconceivable para mim. O pai pega um filho próprio, que estava entrando na maioridade, e diz: 'Toma aqui o seu primeiro emprego. É uma mamata'", completou.

Gregório Duvivier, co-apresentador do podcast, lembrou uma declaração do próprio Jair Bolsonaro, na qual ele afirmava gostar de "separar o filé mignon para os filhos". "Com 19 anos, esse filho ganhou esse filé mignon, um cargo de 13 mil reais em Brasília, onde provavelmente não precisava ir, caso contrário ele não teria se formado aqui nem feito o estágio. Sim, essa foi a estreia dele na vida política", observou Duvivier.

Na encerramento do programa, Bruno Tortura brincou com uma fusão entre o termo em inglês "nepo baby", que se refere a filhos de celebridades que se beneficiam do nepotismo, e a palavra "ghost", que significa fantasma em inglês. "A vida profissional e pública dele começou assim. Como um Nepo Ghost", concluiu.

Fonte: Farol da Bahia

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