A Polícia Federal deflagrou a Operação Disco de Ouro para apurar o envio de valores a ex-jogadores do Grêmio relacionados à extração ilegal de minérios na Terra Indígena Yanomami e a fraudes em exportações de cassiterita.
Os papéis levantados pela investigação revelam que Pedro Geromel teria recebido R$ 1 milhão, enquanto Lucas Leiva aparece como beneficiário de R$ 125 mil transferidos por meio de um motorista conectado aos suspeitos. A PF já pediu o sequestro e o arresto dos bens do ex‑zagueiro até o limite do valor recebido.
Os recursos seriam originados de operações comerciais realizadas pela empresa Metalsur Comercial de Aços. Os irmãos Diego e Matheus Possebon são apontados como os operadores do esquema de internalização de capitais obtidos no exterior, trazendo os valores para o país por meio de empresas de fachada.
A operação mapeou a rota financeira de fraudes em remessas de cassiterita para o exterior. As empresas fictícias faziam a pulverização dos recursos em território nacional, alcançando contas de pessoas físicas e jurídicas sem qualquer vínculo aparente com a atividade mineradora, incluindo artistas e ex‑atletas profissionais.
A defesa dos irmãos Possebon sustenta que as transações comerciais obedeceram aos parâmetros legais e que os envolvidos já prestaram esclarecimentos às autoridades competentes.
No que diz respeito às carreiras esportivas, Pedro Geromel pendurou as chuteiras ao final da temporada de 2024, após onze anos de Grêmio. Já Lucas Leiva se aposentou em março de 2023, após exames revelarem uma alteração cardíaca, e hoje atua na gestão e negócios voltados para o futebol.
Fonte: A TARDE