A União agendou para a próxima terça-feira um encontro com dirigentes de equipes do futebol nacional com o propósito de analisar os efeitos da suspensão das plataformas de apostas esportivas no Brasil. A confirmação do ministério responsável pelo Esporte veio após as críticas feitas pelas agremiações à medida provisória que oficializou o fechamento desses sites.
A norma foi disponibilizada na sexta-feira passada e determina que as corporações do setor terão até o sexto dia de outubro para desativar suas operações digitais. Já os usuários poderão solicitar a restituição dos saldos acumulados até o quinto dia do mesmo mês.
O chanceler do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, está conduzindo as tratativas para escutar as reivindicações dos times e investigar caminhos que contornem eventuais prejuízos decorrentes da rescisão dos convênios publicitários. Nos últimos anos, as plataformas de aposta se transformaram em uma fonte expressiva de recursos para as agremiações, especialmente através de acordos de patrocínio.
De acordo com pesquisa da consultoria Sports Value, o investimento total das empresas do ramo alcançou a marca de R$ 1,143 bilhão em contratos de apoio aos vinte clubes com maior faturamento do país neste ano. A questão dos contratos vigentes e as estratégias alternativas para as equipes estarão entre os temas abordados durante a reunião.
Paralelamente, o Executivo encaminhou aos parlamentares um projeto de lei que estabelece punição criminal para quem explorar, administrar ou divulgar serviços de apostas de cotação fixa. Pela proposta, exercer essas atividades pode acarretar detenção de quatro a seis anos, somada a sanções pecuniárias, inclusive quando houver licença de entidade internacional. O projeto ainda depende de aprovação dos legisladores e posterior aprovação presidencial para virar lei.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1