O Concurso Cultural Jovem Jornalista 2026 mobilizou diversas instituições baianas em torno de um objetivo comum: aproximar estudantes da prática jornalística e valorizar as narrativas produzidas por jovens de diferentes regiões do estado. O evento, promovido pelo Programa A TARDE Educação, reuniu representantes de órgãos públicos e empresas privadas na noite de quarta-feira, 30 de abril.
Com o tema central "De onde eu venho, escrevo: histórias e leituras do meu lugar no mundo", a competição estimula adolescentes e jovens a observarem seus entornos, experiências cotidianas e comunidades para identificar relatos que merecem ser compartilhados. A proposta busca despertar nos participantes o olhar crítico sobre os territórios que habitam.
Para Lucas Machado, coordenador executivo do Detran-BA, o concurso adquire importância especial diante da riqueza cultural e territorial da Bahia. Em entrevista, ele enfatizou que instigar os estudantes a narrarem suas origens contribui para que compreendam melhor o contexto em que estão inseridos.
"O aspecto mais relevante reside na união entre educação e jornalismo. O jornalismo tem a função de informar e levar o público a diferentes conhecimento. O tema escolhido é particularmente significativo, pois convida os estudantes a falarem sobre sua região, o local de nascimento e o lugar de onde falam", explicou Machado.
O coordenador também chamou atenção para a diversidade presente na Bahia, que inclui a Chapada, o Cerrado e o litoral. Segundo ele, é fundamental que os jovens reconheçam as características dos territórios onde cresceram.
"Possuímos uma variedade imensa de ecossistemas. Contamos com a Chapada, o Cerrado e o litoral. Despertar nesses jovens a capacidade de narrar o lugar onde estão, onde nasceram e se desenvolveram é essencial. Conhecer onde se está é o caminho para descobrir para onde se deseja ir", completou.
Machado ainda comentou sobre a expressiva adesão dos estudantes à competição, destacando o anseio da juventude por espaços de expressão por meio da escrita.
"A participação superou as expectativas. Percebemos que esses jovens buscam um lugar de fala, estão receptivos a projetos como este e à oportunidade de materializar o poder transformador da palavra escrita", afirmou.
Entre as organizações participantes, a Rio Energy desenvolve ações relacionadas ao projeto no município de Ourolândia, localizado no interior baiano. Flávia Pinto, Coordenadora de Licenciamento Ambiental e Social da empresa, explicou a importância de promover o intercâmbio entre estudantes e educadores de diferentes localidades.
"O evento é extremamente relevante porque motiva crianças e professores a se engajarem. No caso da Rio Energy, implementamos o projeto em Ourolândia, cidade situated a aproximadamente sete horas de viagem de carro desde Salvador", detalhou.
Flávia completou que a competição permite aos participantes conhecerem realidades distintas e estabelecerem contato com colegas e professores de outras regiões.
"Eles vêm até aqui, participam do programa, conhecem outros professores e alunos. Essa troca de conhecimentos representa um prêmio valioso para eles. Para nós, realizar esse sonho também é muito gratificante", disse.
A representante da Rio Energy destacou que a distância dos grandes centros urbanos não deve representar obstáculo para as oportunidades oferecidas aos estudantes.
"Independentemente da localização, mesmo fora de uma capital, eles conseguem alcançar resultados expressivos, vindo a Salvador para apresentar seus trabalhos e textos. Um projeto tão significativo proporciona ferramentas que podem transformar a realidade das escolas", pontuou.
O Concurso Cultural Jovem Jornalista 2026 é uma realização do Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, com apoio da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, da Companhia de Gás da Bahia, da Empresa Baiana de Águas e Saneamento, do Detran-BA e da Rio Energy. A iniciativa conta com patrocínio da Acelen, do SESI, do Instituto Euvaldo Lodi e da Neoenergia Coelba.
Fonte: A TARDE