Uma funcionária responsável pela organização da votação foi detida em Salvador sob a acusação de ter cometido fraude eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo, 4.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, a mulher utilizou a identidade de um policial militar que estava registrado para exercer o voto em trânsito. Quando o militar compareceu à seção eleitoral localizada na Escola Estadual de 1º Grau José Calazans Brandão da Silva, no bairro de Santa Cruz, descobriu que alguém já havia utilizado sua votação. O homem foi impedido de exercer seu direito ao voto por causa da irregularidade cometida.
Segundo relatos da mulher, ela orientou o militar sobre um suposto problema na urna eletrônica no momento em que ele entregou seus documentos e passou pela identificação biométrica. A detida explicou posteriormente que um voto ficou pendente de um eleitor anterior e, ao tentar resolver a situação, acabou votando indevidamente no lugar do servidor.
A mulher foi conduzida até a sede da Polícia Federal, onde permanece à disposição da Justiça. O caso será investigado pelas autoridades competentes para esclarecer todos os detalhes da fraude.
Balanço das ocorrências eleitorais
Durante o primeiro turno das eleições, a Polícia Militar registrou um total de 147 ocorrências relacionadas a crimes e irregularidades no processo eleitoral. Dessas, 17 pessoas foram presas em flagrante e 21 assinaram termos circunstanciados de ocorrência.
Entre os tipos de crimes registrados, destacam-se 85 casos de boca de urna, que foi a irregularidade mais comum durante o domingo de votação. Também foram registradas 17 ocorrências de compra de votos, 13 casos de carreata ou passeata em desacordo com a legislação, 10 registros de desobediência às determinações da Justiça Eleitoral, seis conflitos entre grupos políticos, seis casos de desacato a membros da mesa receptora, seis agressões físicas e quatro ameaças contra eleitores.
Fonte: A TARDE