Início Política Renovação histórica no Senado: quase 60% dos parlamentares em busca de novo mandato são derrotados nas eleições de 2026
Política

Renovação histórica no Senado: quase 60% dos parlamentares em busca de novo mandato são derrotados nas eleições de 2026

Share
Fonte: Últimas Notícias - Metro 1
Share

O Senado Federal enfrenta uma renovação sem precedentes a partir de 2027. Pesquisa realizada pelo Estadão, com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral, revelou que dos 32 senadores que tentaram permanecer em seus mandatos, 19 não obtiveram êxito nas urnas. O índice de reprovação alcançou 59,3% entre os parlamentares que disputaram a continuidade de seus assentos.

Alagoas registrou uma das surpresas mais significativas do processo eleitoral. O experiente parlamentar Renan Calheiros, do Movimento Democrático Brasileiro, conquistou apenas 22,24% dos votos válidos e ficou de fora da Casa. As duas vagas do estado foram ocupadas por Arthur Lira, do Progressistas, e Marina JHC, do Partido da Social Democracia Brasileira.

No Amapá, outro golpe atingiu a base governista. Randolfe Rodrigues, representante do Partido dos Trabalhadores e líder do governo no Senado, amargou derrota ao receber 18,55% das preferências do eleitorado. Lucas Barreto, do Partido Social Democrático, assegurou uma das cadeiras em disputa.

O arco de derrotados incluiu ainda Carlos Fávaro, em Mato Grosso, que fechou a contagem em quarto lugar com 11,5% dos votos, e Eliziane Gama, no Maranhão, que ficou em quinto lugar com 9,75% das votações. Ambos são tradicionalmente alinhados ao Palácio do Planalto.

Entre os outros nomes que não conseguiram retomar seus mandatos, destacam-se Ciro Nogueira, do Piauí, com 24,68%; Angelo Coronel, da Bahia, com 20,14%; Leila do Vôlei, do Distrito Federal, com 21,25%; Weverton Rocha, do Maranhão, com 15,21%; e Fabiano Contarato, do Espírito Santo, com 12,94%. Completam a lista de derrotados Marcos do Val, em Espírito Santo, com apenas 4,17%; Carlos Viana, em Minas Gerais, com 17,46%; Sérgio Petecão, no Acre, com 10,38%; Vanderlan Cardoso, em Goiás, com 9,49%; Zequinha Marinho, no Pará, com 21,06%; Chico Rodrigues, em Roraima, com 13,43%; Esperidião Amin, em Santa Catarina, com 15,31%; e Zenaide Maia, no Rio Grande do Norte, com 17,47%.

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do Partido Liberal, garantiram as duas vagas em disputa, deixando Leila do Vôlei sem condições de retornar ao Legislativo. O processo eleitoral contemplou 54 das 81 cadeiras que compõem o Senado Federal.

Com o resultado das urnas, o Partido Liberal emergirá como a maior força da Casa a partir de 2027, conquistando 28 assentos no total.

Fonte: Últimas Notícias – Metro 1

Share
Artigos relacionados
Política

Ferramenta de inteligência artificial da Meta gera polêmica ao bloquear imagens de Lula e permitir as de Bolsonaro em mesmo dia

A plataforma de inteligência artificial desenvolvida pela Meta, acessível através do WhatsApp,...

Política

Parlamentar do PT protocola representação no STF questionando decisões de Nunes Marques no TSE

O députéado federal Rui Falcão, do PT de São Paulo, moveu uma...

Política

Campanha de Ciro Gomes aciona a Justiça Eleitoral e exige anulação da vitória de Elmano no Ceará

A candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará, pelo partido tucano,...

Política

Pesquisa Quaest revela disputa acirrada entre Flavio Bolsonaro e Lula no segundo turno

Nova sondagem de intencoes de voto revela um cenario de extrema competitividade...