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Ana Carolina Oliveira conquista cadeira na Câmara Federal após mobilizar 246 mil eleitores em São Paulo

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Fonte: A TARDE
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A batalha jurídica e emocional que mobilizou o Brasil há mais de uma década agora rende à sua protagonista um novo capítulo na vida pública. Ana Carolina Oliveira, filiada ao partido Podemos, conseguiu neste domingo uma vaga na Câmara dos Deputados Federal, ao contabilizar 246.741 votos nas urnas. O resultado a colocou como a segunda candidatura mais votada da legenda, atrás somente do Delegado Palumbo, que obteve 303.271 votos.

A tragédia vivida pela família em 2008, quando Isabella Nardoni perdeu a vida aos apenas cinco anos de idade, acabou se tornando o motor de uma jornada que culminou nas urnas. Em 2024, Ana Carolina já havia marcado posição ao ser eleita vereadora da capital paulista, alcançando a marca de 129.563 votos — feito que a consagrou como a mulher mais votada para a Câmara Municipal de São Paulo em toda a história, além de ocupar a segunda posição geral entre todos os candidatos naquele ciclo.

Ao ser questionada sobre o significado da conquista, a futura parlamentar não titubeou ao vincular o resultado ao nome da filha. "O nome dela é muito grande e é óbvio que o nome dela é o que me trouxe aqui, o que me elegeu, o que faz o meu nome. Hoje as pessoas conhecem a Ana Carolina Oliveira, mas nunca vou deixar de ser a mãe da Isabella", declarou em entrevista ao portal Metrópoles.

A luta contra a violência direcionada a crianças e adolescentes figurou como uma das bandeiras centrais de toda a sua trajetória política. Desde o episódio que marcou profundamente a sociedade brasileira, Ana Carolina transformou a dor pessoal em causa pública, buscando representar as vozes que frequentemente permanecem invisíveis.

Quanto ao caso que originou essa história, o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, recebeu em 2010 uma sentença de 31 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão. Após cumprir mais da metade da pena em regime fechado na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, ele obteve progressão para o regime aberto ao longo de 2024, em virtude de bom comportamento carcerário. Já Anna Carolina Jatobá, madrasta da vítima, foi sentenciada a 26 anos e 8 meses de prisão e cumpre pena em regime aberto desde o ano de 2023.

Fonte: A TARDE

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