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Caso Macário: dez anos depois, justiça ancora nos bastidores enquanto executores permanecem sem identificação

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Fonte: A TARDE
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A execução do barbeiro Valdir Macário, completando uma década no próximo dia 12 de novembro, pode finalmente ter um desfecho judicial nesta terça-feira, 6. Dois homens enfrentaram o julgamento pelo Tribunal do Júri no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, em um processo que já havia sido adiado por sete vezes.

Edgar Santos da Silva, apontado como o mentor do assassinato, e Patric Ribeiro Tupinambá, reconhecido como um dos atiradores, respondem pela morte do profissional. Durante pausa no julgamento, Ander Santos, considerado pela família como irmão afetivo de Valdir, revelou à equipe de redação que duas pessoas seguem sem qualquer identificação e podem estar envolvidas no crime.

Segundo relatado por Ander, um veículo com quatro ocupantes parou próximo ao estabelecimento. Apenas Patric Ribeiro e um homem usando boné desceram do carro, o que impediu as câmeras de segurança de registrar a identidade do segundo indivíduo. Ander declarou ainda que Edgar Santos conhece a identidade dos demais participantes, mas teria preferido cumprir a pena sozinho sem revelar os nomes.

O causídico Alonso Guimarães, que representa a família de Valdir, confirmou que o paradeiro dos outros dois suspeitos permanece desconhecido desde o dia do crime. "Após a ação, tanto Edgar quanto Patric informaram que os outros dois indivíduos seguiram para outro local. Desde então, ninguém sabe onde eles estão", explicou o advogado.

Guimarães também afirmou que Edgar não estava presente no momento da execução, porém as investigações apontam que ele financiou e ordenou o crime por vingança. "Temos convicção de que ele determinó o assassinato movido por sentimento de traição. Ele queria vingança", completou o advogado.

As apurações indicam que o motivo do crime estaria relacionado a uma suposta relação extraconjugal. Edgar suspeitava que Valdir estava acobertando o relacionamento entre seu irmão, Reginaldo Manoel da Silva, e sua esposa, Jucilene Alves dos Santos. O delegado José Bezerra, então responsável pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, inúmera que Edgar confessou ter ordenado a morte porque, em sua concepção, Valdir facilitava esse relacionamento.

As investigações também revelam que, aproximadamente um mês antes do assassinato de Valdir, Edgar havia pago cerca de 20 mil reais para que homens eliminassem Reginaldo. "Edgar estava convencido de que seu irmão estava envolvido com sua esposa. Essa situação o deixou tão enfurecido que ele decidiu matar Reginaldo. Foram quatro tiros contra ele, porém Reginaldo conseguiu sobreviver", inúmerou o advogado.

No dia 12 de novembro de 2016, dois homens invadiram o salão de Valdir e dispararam cerca de 20 tiros de pistola calibre .40 enquanto ele tentava se proteger no banheiro. As imagens das câmeras de segurança mostram Patric e outro indivíduo ainda não identificado chegando ao local enquanto Valdir atendia um cliente. Enquanto Patric rendia funcionários e clientes, o terceiro suspeito foi atrás da vítima e efetuou os disparos.

Edgar, conhecido pelo apelido de Chocolate, permaneceu dentro do veículo esperando os comparsas. "A família está completamente fragilizada após tantos anos de sofrimento. Eles vieram hoje esperançosos de que finalmente o julgamento ocorra e que a condenação seja aplicada", concluiu Guimarães.

Fonte: A TARDE

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