As obras do novo centro de treinamento do Esporte Clube Bahia entram em nova etapa com o início da terraplanagem na área localizada às margens da Via Metropolitana (BA-535). De acordo com o clube, a fase de supressão vegetal foi finalizada e agora os trabalhos se concentram na preparação do terreno, que teve início em julho e ganhou maior ritmo a partir de agosto.
Cerca de uma centena de profissionais trabalha atualmente no local, apoiados por mais de 80 máquinas e veículos pesados. A expectativa é que o pico de movimentação de terra ocorra até janeiro do próximo ano, com encerramento previsto para fevereiro. No total, serão movimentados aproximadamente um milhão e meio de metros cúbicos de solo.
Denominado CFA Bahia, o projeto conta com todas as autorizações legais exigidas para sua execução. Entre os documentos obtidos está a licença ambiental deferida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), conquistada com antecedência de um ano em relação ao cronograma inicial. O empreendimento também cumpre mais de 40 condicionantes ambientais distribuídas nas diferentes fases da construção.
A preocupação com o meio ambiente vai além das exigências legais. Um viveiro com capacidade para 100 mil mudas foi instalado na área do canteiro de obras. Antes do início da retirada da vegetação, técnicos especializados fizeram a coleta de espécies nativas para preservar a diversidade genética do bioma local. Neste momento, o viveiro armazena aproximadamente 40 mil mudas representando cerca de 80 espécies diferentes da Mata Atlântica, que serão usadas no paisagismo e na recuperação das Áreas de Preservação Permanente próximas ao complexo.
Moradores da comunidade de Areias tiveram participação especial no projeto. Crianças da região ajudaram a plantar as primeiras mudas do viveiro, numa iniciativa que busca promover a educação ambiental e aproximar a população do empreendimento. A ação faz parte de uma agenda permanente de encontros mensais com os vizinhos da obra, abertos à participação de todos os interessados.
O resgate de animais silvestres também integra as ações ambientais do projeto. Biólogos e médicos veterinários acompanham as frentes de serviço e fazem a captura de espécimes encontrados durante a demolição da cobertura vegetal. Após os procedimentos de segurança, os animais são libertados em áreas de preservação localizadas dentro do próprio complexo.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias