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Campanha de conscientização contra tumores de mama e colo uterino ganha força em Salvador com seminário de abertura

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Fonte: Prefeitura Municipal de Salvador
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A capital baiana deu início nesta quarta-feira (7) às atividades do Outubro Rosa 2026, movimento de mobilização dedicado à luta contra o câncer de mama e o câncer do colo do útero. O seminário de lançamento, realizado no espaço da Faculdade Estácio/FIB, no bairro do Stiep, trouxe como tema central a mensagem “Previna-se: sua atitude faz toda a diferença”, chamando a atenção da população para a importância de hábitos preventivos e diagnósticos antecipados.

De acordo com projeções do Instituto Nacional de Câncer, Salvador deve registrar ao longo de 2026 aproximadamente 1.340 novos diagnósticos de tumores mamários e 250 casos de neoplasias no colo do útero. Os números reforçam a necessidade de intensificar as ações de rastreamento e educação em saúde durante todo o mês de mobilização.

Vanessa Fonseca, que atua como subcoordenadora de Cuidado Integral na Secretaria Municipal da Saúde, destacou que o evento representa o pontapé inicial de uma programação extensa voltada ao público feminino. Segundo ela, o debate reuniu especialistas de diferentes níveis de atuação, desde o patamar central da pasta até as equipes que trabalham diretamente nas unidades de atendimento à população.

A especialista chamou a atenção para o fato de que ambos os tipos de tumor exercem influência significativa na vida das pacientes, porém a identificação precoce aumenta consideravelmente as chances de sucesso no tratamento. No caso específico do câncer cervical, há ainda a possibilidade de prevenção por meio da detecção de lesões que antecedem o desenvolvimento da doença.

Entre as novidades apresentadas durante o seminário, merece destaque a atualização sobre o teste molecular DNA-HPV, cuja coleta terá início em novembro em unidades-piloto escolhidas na cidade. O exame é capaz de identificar variantes do papilomavírus humano associadas à patologia antes mesmo que as lesões se manifestem clinicamente. Até que o novo procedimento esteja acessível em toda a rede, o exame citopatológico, chamado popularmente de Papanicolau, segue sendo oferecido normalmente.

As diretrizes da campanha recomendam que mulheres com idade entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual realizem o rastreamento para o tumor cervical. Uma vez obtido resultado negativo no teste DNA-HPV, o intervalo para o próximo exame será de cinco anos.

A rede de atendimento municipal disponibiliza atendimento integral à saúde da mulher em diversas modalidades espalhadas pela cidade: Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da Família e os centros conhecidos como Multicentros. Nos locais, as pacientes encontram desde consultas clínicas e ginecológicas até a realização do exame preventivo, avaliação das mamas e direcionamento para a mamografia. A campanha ainda contempla a distribuição de métodos contraceptivos, incluindo implantes hormonais e dispositivos intrauterinos.

Em relação ao tumor mamário, a diretriz de rastreamento populacional estabelece a realização de mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos. O material orientativo reforça a necessidade de atenção a qualquer alteração nas mamas e a importância de buscar uma unidade de saúde diante de sinais suspeitos.

Bruno Botelho, médico de família e comunidade que integra a equipe técnica de Saúde da Mulher da SMS, apresentou durante o seminário um panorama sobre a evolução dos registros da doença e os prazos entre a confirmação diagnóstica e o começo do tratamento na capital. Os dados analisados demonstram que a situação permaneceu relativamente estável ao longo dos últimos anos.

Os números revelam que, entre 2016 e 2025, pouco mais de 59% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama e aproximadamente 62% daquelas com tumor no colo do útero começaram o tratamento após decorridos 60 dias da confirmação da doença. A legislação federal estabelece que o primeiro atendimento oncológico no Sistema Único de Saúde deve ter início em até 60 dias contados a partir do laudo patológico, podendo ser antecipado conforme a situação clínica.

Botelho enfatizou a urgência de diminuir esses prazos e de avançar nas estratégias de prevenção e diagnóstico antecipado. À tarde, o evento prosseguiu com discussões sobre os protocolos de rastreamento do tumor cervical, com ênfase no teste DNA-HPV, além dos fluxos de encaminhamento para casos suspeitos e confirmados de ambas as neoplasias na rede municipal de Salvador.

Fonte: Prefeitura Municipal de Salvador

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