A médica responsável pelo setor de Medicina Nuclear do Hospital Santa Isabel, Adelina Sanches, concedeu entrevista ao programa Metropole Saúde nesta terça-feira (13) para falar sobre os avanços tecnológicos na detecção do câncer de mama. Durante a conversa, a profissional explicou por que a mamografia permanece como principal ferramenta de rastreamento da doença, mas destacou o papel complementar do PET-CT na investigação mais abrangente do corpo feminino.
Segundo Adelina Sanches, embora a mamografia continue sendo o exame mais eficaz para a triagem inicial do tumor mamário, o PET-CT oferece uma vantagem significativa quando há necessidade de verificar se a doença permanece confinada ou já se disseminou para outras regiões do organismo. "A radiologia conta com métodos tradicionais, acessíveis e bastante confiáveis, a exemplo da mamografia para as mulheres. Esse cenário não se alterou, segue sendo o exame prioritário para detectar precocemente o câncer de mama, ainda que disponhamos de recursos como o PET-CT, que se mostra altamente eficiente para examinar todo o corpo quando existe um tumor agressivo e precisamos avaliar sua extensão", esclareceu a especialista.
A doutora também abordou o estigma que cerca a Medicina Nuclear, atribuindo parte desse receio à própria denominação da área. Ela explicou que os profissionais utilizam substâncias radioativas com alterações no núcleo atômico, o que justifica o nome da especialidade, embora o procedimento envolvido seja bastante distinto dos exames radiológicos convencionais, como raios-X, tomografias e ressonâncias magnéticas. A médica enfatizou que a radiação empregada nos procedimentos de Medicina Nuclear costuma ser inferior à utilizada em exames como a tomografia computadorizada, servindo tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento de enfermidades.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1