Início Justiça Estudante iraniana de 23 anos é sentenciada à morte após publicações nas redes sociais
Justiça

Estudante iraniana de 23 anos é sentenciada à morte após publicações nas redes sociais

Share
Jovem Condenada Por Blasfêmia — Fonte: Aratu On - Últimas Notícias
Share

Uma jovem de 23 anos identificada como Najmeh Amini enfrenta uma sentença de execução no Irã após publicar comentários sobre o profeta Maomé em plataformas digitais. A universitária, atualmente custodiada na prisão de Vakilabad, localizada em Mashhad, recebeu a condenação por crimes de blasfêmia, além de penas que ultrapassam 12 anos de reclusão por envolvimento com atividades consideradas ameaça à segurança nacional.

As informações foram inicialmente reportadas pelo jornal britânico The Guardian e posteriormente corroboradas pelo veículo iraniano Khorasan. Durante o julgamento, a estudante Alegou ter ingerido cogumelos alucinógenos no momento em que realizou as publicações que agora são alvo da acusação. A equipe de defesa tentou argumentar que se tratou de um deslize verbal, porém a tese foi rejeitada pela autoridade judiciária responsável pelo caso.

Em um vídeo veiculado em setembro, Amini implorou pela intervenção da Organização das Nações Unidas e de organizações que defendem direitos fundamentais para que acompanhem seu caso. "Não busco ser tratada como heroína. Apenas desejo que alguém represente minha voz", declarou na gravação. A jovem reafirmou sua inocência e expressou o anguish de seus familiares diante da possibilidade concreta de que a sentença seja efetivamente cumprida.

A legislação iraniana estabelece a pena capital para transgressões contra o profeta Maomé e outras figuras veneradas pelo xiismo, embora a execução não seja automática. A defesa ainda pode apresentar recurso junto ao Supremo Tribunal iraniano, última instância recursal antes de um eventual cumprimento.

O caso ocorre em um momento de intensa fiscalização internacional sobre as práticas jurídicas iranianas. A organização Human Rights Activists in Iran documentou mais de 600 execuções no país somente neste ano, levantando severas críticas de entidades que defendem direitos humanos em escala global.

Fonte: Aratu On – Últimas Notícias

Share
Artigos relacionados
Justiça

MPBA abre investigação sobre discurso de ódio contra baianos após primeiro turno das eleições

O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou uma apuração oficial para...

Justiça

Acusados pela morte de Valdir Cabeleireiro vão a julgamento quase dez anos após o crime em Salvador

O julgamento de Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos, vulgo...

Justiça

Processo dos assassinos de Valdir Cabeleireiro é adiado pela sexta inúmera vez em Salvador

O Tribunal do Júri responsável por julgar os dois homens denunciados pela...