Saymon Santos Silva, de 18 anos, foi detido na última quinta-feira em Vitória da Conquista, município localizado no sudoeste baiano. O jovem é acusado de ter ateado fogo na própria companheira, Paloma da Silva Gomes, de 21 anos, que se encontra grávida e internada em estado gravíssimo. A prisão aconteceu exatamente três dias depois do ataque brutal, que ocorreu na segunda-feira, 26.
O suspeito compareceu voluntariamente a uma delegacia acompanhado de um advogado, onde foi executado o mandado de prisão preventiva determinado pela Justiça. Durante o interrogatório, Saymon optou por não prestar depoimento. O jovem ficará à disposição do Poder Judiciário e deverá ser apresentado em audiência de custódia nos próximos dias.
Paloma foi internada no Hospital Geral do Estado, em Salvador, após sofrer queimaduras de segundo e terceiro graus que cobriram aproximadamente trinta por cento da superfície corporal. A gestação só foi confirmada pela jovem durante a internação, surpreendendo médicos e familiares. De acordo com parentes, ela já foi submetida a procedimentos cirúrgicos, mas continua em situação clínica delicada, sem perspectiva de recebendo alta hospitalar.
O crime aconteceu quando a vítima preparava suas belongings para encerrar o relacionamento. Segundo relato da irmã de Paloma, Letícia da Silva, Saymon despejou líquido inflamável nas costas da jovem e, logo em seguida, utilizou um isqueiro para provocar as chamas. A jovem acreditou ser água. "Ela precisou se socorrer sozinha. Somente após jogar o segundo balde de água conseguiu apagar as chamas. A roupa ficou completamente colada ao corpo", contou a irmã.
Mesmo ferida, Paloma conseguiu apagar o fogo sozinha antes de ser socorrida inicialmente no Hospital Geral de Vitória da Conquista. Devido à gravidade das lesões, precisou ser transferida de urgência para a capital baiana. Familiares informaram que o casal mantinha relacionamento há pelo menos um ano, período em que a jovem já teria sofrido outras agressões físicas cometidas pelo namorado. O caso é apurado pela polícia como tentativa de feminicídio.
Fonte: A TARDE