A plataforma de streaming Netflix registrou um novo marco com o lançamento da terceira temporada de Ninguém Quer, produção que acumulou 6,2 milhões de visualizações em apenas quatro dias após sua estreia em 22 de outubro. O número representou a maior abertura de 2026 entre as séries de comédia ficcional que retornaram ao catálogo da gigante do streaming.
No período entre 19 e 25 de outubro, a atração ocupou a segunda posição no ranking global de produções em língua inglesa da plataforma. O thriller Profundezas, starring Josh Hartnett, ficou à frente com 7,7 milhões de visualizações acumuladas durante sua terceira semana disponível. A terceira temporada de A Diplomata ficou em terceiro lugar, com 5,5 milhões de visualizações, enquanto a minissérie A Leste do Éden apareceu na sexta posição, com 3,6 milhões.
Ambientada inicialmente em 2024, a série criada por Erin Foster narra a história de Joanne, interpretada por Kristen Bell, uma apresentadora de podcast especializada em relacionamentos e vida sexual, e Noah, vivido por Adam Brody, um rabino recém-divorciado que valoriza profundamente sua fé e as tradições judaicas. Os protagonistas se conhecem durante um jantar organizado por uma amiga em comum e experimentam uma conexão instantânea, apesar das significativas diferenças em seus estilos de vida, expectativas familiares e convicções pessoais.
A produção se destaca por transformar dilemas cotidianos em conflitos que aproximam o espectador dos personagens principais. Ao longo dos episódios, personagens secundários ganham maior relevância e profundidade narrativa.
Na terceira temporada, o relacionamento do casal central passa por transformações significativas, incluindo o processo de conversão de Joanne à fé judaica, a interferência das famílias de ambos e as divergências que continuam testando a união. Os personagens Morgan, interpretada por Justine Lupe, e Sasha, vivida por Timothy Simons, deixam de atuar apenas como alívio cômico para enfrentar questões sentimentais próprias, explorando os limites entre amizade e paixão, além de dilemas éticos e responsabilidades emocionais.
Com diálogos repletos de referências à cultura pop e humor autocrítico, a série apresenta diferentes perspectivas sobre relacionamentos adultos e as expectativas surrounding o amor. Para quem aprecia produções do gênero com personagens bem construídos e conflitos familiares realistas, Ninguém Quer se consolida como uma alternativa que combina leveza narrativa com questões mais profundas.
Fonte: A TARDE