A repórter Alice Maciel esteve presente no Jornal da Cidade desta segunda-feira (14) para abordar duas reportagens que tratam de investigações em andamento. As apurações envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o dinheiro utilizado na produção de um filme dedicado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e as supostas irregularidades vinculadas a um empresário conhecido como Careca do INSS.
Durante a conversa, a jornalista explicou os principais indícios encontrados nas diligências e os pontos que ainda carecem de respostas por parte da Polícia Federal. Em relação ao longa-metragem, Alice Maciel informou que os investigadores questionam veementemente os valores empregados na confecção da obra. "A Polícia Federal argumenta que o custo dessa produção cinematográfica não encontra paralelo com outras grandes produções realizadas", declarou a profissional.
Segundo ela, embora o filme tenha sido rodado no Brasil, a produção conta com infraestrutura montado nos Estados Unidos e conta com a participação de atores internacionais. Essa combinação de fatores fez surgir dúvidas a respeito da destinação final dos recursos financeiros empregados. Uma das principais linhas de investigação consiste em rastrear o percurso completo do dinheiro. "A PF busca compreender o destino dos valores recebidos por Vorcaro", completou.
De acordo com as informações publicadas pela jornalista, os documentos analisados apontam que Flav Bolsonaro esteve diretamente envolvido nas negociações, com os repasses sendo realizados por meio da empresa Enter Investimentos, firma que é alvo de investigação devido aos seus vínculos com Daniel Vorcaro.
No tocante às apurações sobre o Careca do INSS, Alice Maciel revelou que uma empresa de capacetes ligada ao parliamentário encontrava-se registrada no mesmo endereço em Brasília onde operavam diversas outras empresas vinculadas ao empresário. "A firma de Flav Bolsonaro compartilhou o mesmo endereço de 16 empresas do Careca do INSS", salientou.
A jornalista narrou que visitou pessoalmente o local e constatou a existência de uma estrutura com diversos ambientes e escritórios funcionando no mesmo espaço. No local, havia uma empresa de contabilidade chamada Voga, além de uma sala adjacente cuja ligação com as firmas investigadas foi inicialmente negada pela defesa. "O advogado sustentou que aquele espaço não pertencia aos seus clientes, porém os próprios funcionários confirmaram que sim", lembrou.
Alice Maciel também mencionou as conexões entre pessoas que administram as estruturas empresariais analisadas. "A responsável pela gestão do escritório de advocacia de Flav Bolsonaro, Letícia Caetano dos Reis, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, contador que foi sócio do Careca do INSS", informou. A repórter completou que o advogado Willer Thomas, supostamente responsável por apresentar alguns dos personagens envolvidos, também foi atingido por mandados de busca e apreensão durante as diligências.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1