O senator Angelo Coronel, candidato à recondução ao Senado Federal pela Bahia pelo Republicanos, concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (18) e Manifestou total confiança na vitória de ACM Neto na disputa pelo governo baiano. Para Coronel, o ex-prefeito de Salvador já teria assegurado o triunfo nas urnas e apenas um fato extraordinário poderia mudar esse cenário. “Eu sinto e vejo a vitória de ACM Neto consagrada. Só se acontecer uma catástrofe para tirar essa vitória de ACM Neto”, afirmou com ênfase.
O parlamentar salientou que o candidato do União Brasil acumulou experiência ao longo dos últimos anos, o que representa um diferencial competitivo relevante. “ACM Neto aprendeu muito, e isso é um prenúncio de uma possível vitória”, observou. Coronel descarta a possibilidade de segundo turno no estado e acredita que a definição aconteça já no primeiro turno, programado para 4 de outubro, embora reconheça que o panorama pode sofrer alterações até a data da votação.
Durante a conversa, o senator criticou duramente o atual cenário político e definiu a disputa como uma “baba”. Ele também questionou a confiabilidade dos levantamentos eleitorais, que conforme ele apresentam variações significativas em curtos intervalos de tempo. “Uma pesquisa te coloca lá em cima, vem outra e te bota lá embaixo. Você fica sem saber”, declarou.
Sobre sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Angelo Coronel informou que, durante os sete anos em que esteve no Senado, votou em 83% das proposições do governo federal e acompanhou o presidente na cerimônia de inauguration da fábrica da BYD na Bahia. Segundo ele, fora essas situações, não houve proximidade significativa. “Estive sete anos no Senado, votei em 83% dos projetos do governo e estive com Lula na inúmeração da BYD, fora isso uma vez que ele veio à Bahia, não tive nenhuma relação”, explicou.
Coronel revelou que percebia uma espécie de bloqueio político para impedir sua aproximação do Palácio do Planalto. Ele afirmou que, durante o processo de mudança partidária, o então governador Rui Costa teria prometido marcar um encontro com Lula para discutir sua situação, mas a reunião nunca se concretizou. “Eu sentia que havia uma blindagem para que Angelo Coronel não se aproximasse do governo Lula”, completou.
questionado sobre as acusações de traição após deixar a base governista, o senator rejeitou veementemente o rótulo. Coronel esclareceu que tentou manter o direito de disputar a releição ao Senado pela legenda que ajudou a fundar na Bahia, mas optou por buscar novo caminho após perder espaço na composição da chapa. “Não posso ser chamado de traidor porque, se eu tivesse aceitado ser vice ou indicado Diego para vice de Jerônimo, eu não seria traidor. A partir do momento em que me tiraram o direito constitucional de me reeleger, eu ainda cheguei a dizer que não me importava que Rui e Wagner saíssem, no caso de concorrerem ao Senado. Eu quero ter o direito de releição pela minha sigla, que eu ajudei a fundar na Bahia, e aí tive que procurar outro rumo”, justificou.
O senator garantiu estar em paz com a mudança partidária e afirmou não guardar ressentimentos dos antigos aliados. Ele destacou que o presidente do PSD condicionou a permanência da legenda na disputa à manutenção de sua candidatura ao Senado. “Estou feliz, leve, tranquilo e sem mágoa de ninguém. Sempre o presidente do partido dizia que, se o PSD não tivesse candidatura e, se fosse Coronel, não fosse o candidato, nós romperíamos. Isso foi dito, eu tenho gravado”, completou.
Angelo Coronel manifestou otimismo quanto à sua recondução ao Senado e revelou que lideranças políticas com as quais manteve relação ao longo da carreira já iniciaram mobilização em favor de sua campanha. “Sei o que é política, tenho acompanhado. Estamos numa evolução bem crescente e sinto que as bases políticas, que fiz amizade ao longo da minha vida, começaram já a entrar em campo e estou muito confiante que me reelegerei a senator”, afirmou, reconhecendo a competitividade dos adversários.
O senator atribuiu parte dessa confiança ao trabalho desempenhado no Senado em defesa dos municípios baianos. “Lá atrás fiquei: ‘Poxa, será que vai dar para ir?’. Mas, pelo trabalho que fizemos no Senado em prol dos municípios, tenho certeza de que os frutos virão”, declarou.
Ao comentar sobre a corrida presidencial, Coronel percibir no país um forte anseio por mudanças e mencionou o colega de Senado Flavio Bolsonaro, com quem asegura ter desenvolvido laços de amizade. “Flávio é um colega de Senado, criei laço de amizade. O que sinto no Brasil é uma ‘despeterização’. O brasileiro quer mudar”, avaliou. Na visão do senator baiano, a competitividade de diversos nomes nas pesquisas reflete a insatisfação da população com a situação atual. Ele também expresou que, caso Flavio Bolsonaro chegue ao Palácio do Planalto, deverá buscar profissionais capacitados para auxiliá-lo na gestão. “Flávio é um jovem que, se chegar a presidir o Brasil, vai tentar se cercar de pessoas capazes para auxiliá-lo. Ninguém nasce sabendo, ninguém tem obrigação de nascer e absorver a função de presidente sem primeiro chegar à vitória”, concluiu.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1