Uma operação conjunta entre autoridades estaduais e federais resultou na transferência de cinco presos considerados líderes de facções criminosas que atuavam na Bahia. Os detentos foram encaminhados para unidades penais de segurança máxima localizadas em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A ação teve como base a legislação antifacção aprovada neste ano e integra o conjunto de estratégias do poder público para combater o crime organizado.
Os cinco criminosos possuem passagens pela Justiça por crimes graves, incluindo tráfico de entorpecentes, tráfico de armas, assassinatos, lavagem de dinheiro e corrupção de menores. Entre os transferidos, três possuem ligação direta com o Comando Vermelho, enquanto os outros dois são apontados como líderes do Bonde do Maluco. As autoridades destacaram que a medida busca fragilizar a estrutura dessas organizações no estado baiano.
Fábio Santana Oliveira, conhecido como Panda, é vinculado ao Comando Vermelho e foi alvo de uma operação policial deflagrada em 2026. Em 2025, ele permanecia preso em Barreiras, município situado no oeste baiano. Joabe Santos Souza, chamado de Pastel ou Curupira, exercia função de liderança dentro do Comando Vermelho e possuía condenações por comércio de drogas e homicídio. Relatos apontam que, em 2020, ele teria ordenado a incendiação de um caminhão de lixo e três ônibus do transporte público de Eunápolis, cidade localizada no extremo sul da Bahia.
Leandro da Conceição Santos Fonseca, alcunhado de Léo Gringo ou Shantaran, comanda o Bonde do Maluco e teve participação em conflitos pelo controle do comércio de drogas no bairro de Itinga, em Salvador. Ele também foi investigado na operação desencadeada em 2026. Uillian da Silva Guimarães é apontado como membro do Comando Vermelho com envolvimento em ataques contra instituições financeiras. Ele foi condenado pela Justiça Federal após um roubo seguido de morte de um soldado da Polícia Militar da Bahia em 2015.
Venício Bacellar Costa, chamado de Fofão, é apontado como liderança do Bonde do Maluco e já figurava no catálogo criminal da Secretaria de Segurança Pública baiana. De acordo com informações dos órgãos de segurança, ele seria responsável por fornecimentos de armamentos e substâncias ilícitas, além de ordenar mortes de adversários e pessoas endividadas. O histórico atribuído a ele inclui investigações por homicídios, posse ilegal de arma de fogo, roubos a bancos e sequestros.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias