A região do Novo Horizonte, em Salvador, passou a contar com uma estrutura inovadora para o manejo de resíduos sólidos. Trata-se do primeiro Ponto Limpo da capital baiana, implementado pela Empresa de Limpeza Urbana em parceria com a Secretaria de Ordem Pública. A instalação aconteceu durante a cerimônia de entrega do novo mercado popular do bairro, ficando posicionada na entrada do equipamento comercial.
A nova estrutura conta com placas informativas que orientam os moradores sobre os tipos de materiais aceitos. Para rejeitos domiciliares, foi disponibilizado um contêiner de grande capacidade. Quanto aos resíduos provenientes de obras e reformas, foram disponibilizadas caixas específicas com dimensões menores. Anteriormente, um recipiente de grande porte ficava exposto na via pública, resultando em descartes inadequados e problemas sanitários para a comunidade.
O eletricista naval Adilio Silva, residente no bairro há cinco anos, celebrou a chegada do equipamento. Segundo ele, a região sofria com o acúmulo de materiais de construção ao lado dos recipientes de lixo comum, gerando poluição e mau cheiro. Com a nova solução, segundo relatos, a situação melhorou significativamente.
O diretor de Operações da autarquia responsável pela limpeza urbana, Augusto Farias, explicou que o recipiente amarelo é destinado exclusivamente a materiais de construção. Entre os itens aceitos estão fragmentos de piso, gesso, madeira, cimento, reboco e tijolos. O gestor enfatizou que a finalidade é garantir a destinação apropriada aos aterros licenciados para esse tipo de resíduo.
A população pode utilizar o espaço respeitando o limite de dois metros cúbicos por pessoa, volume correspondente a aproximadamente dezoito sacolas de cem litros ou quarenta carrinhos de mão. Para quantidades superiores, os cidadãos devem buscar os aterros sanitários disponíveis na cidade. As informações sobre esses locais podem ser consultadas no portal eletrônico da autarquia municipal.
A remoção dos materiais das caixas ocorre conforme a demanda identificada no local, com fiscais e agentes monitorando a capacidade e solicitando a coleta quando necessário.