A candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará, pelo partido tucano, entrou com uma representação junto à Justiça Eleitoral nesta quarta-feira pedindo a cassação do registro da chapa vencedora, liderada por Elmano de Freitas, do Partido dos Trabalhadores. Na mesma ação, os advogados da coligação derrotada também pleitearam a convocação de um novo processo eleitoral no estado nordestino.
De acordo com a defesa de Ciro, decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal durante a campanha proporcionaram benefícios irregulares à campanha de Elmano, principalmente no que diz respeito ao direito de resposta e à distribuição de tempo de rádio e televisão para inserções publicitárias eleitorais.
Os causídicos Hélio Parente e André Xerez foram os responsáveis por anunciar a medida judicial. Na avaliação de Xerez, houve abuso de poder decorrente de decisões judiciais que comprometeram a equidade da disputa. O advogado explicou que o pedido central da ação é a cassação da chapa adversária e a realização de um novo escrutínio no Ceará.
Em nota oficial, a assessoria de Elmano de Freitas afirmou que o governador recém-eleito "lamenta profundamente que o candidato Ciro Gomes persista em desconhecer os princípios democráticos e em contestar o resultado lícito das urnas eletrônicas".
O primeiro turno das eleições aconteceu no dia 4 de outubro, quando Elmano assegurou a permanência do Partido dos Trabalhadores no comando do executivo cearense. Conforme dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral, o gestor obteve 2.875.573 votos correspondentes a 53,19% do total de votos válidos. Ciro Gomes ficou na segunda posição com 2.498.891 sufrágios, ou seja, 46,22% do eleitorado.
Com esse desfecho, o grupo político que governa o Ceará desde 2007, quando Cid Gomes assumiu o poder, mantém sua hegemonia no estado. O mandatário atual é irmão de Ciro Gomes, o que torna a disputa entre os dois nomes ainda mais significativa no cenário político regional.
Fonte: Farol da Bahia