Quase mil jovens matriculados no nono ano das escolas públicas de Salvador participaram nesta quarta-feira de uma intensa jornada de revisão de conteúdos de língua portuguesa e matemática. O evento ocorreu nas instalações da faculdade Anhanguera, situada no Shopping Paralela, e faz parte do programa Aulão Regionalizado SABE +, promovido pela administração municipal por meio da Secretaria Municipal de Educação.
A atividade contemplou estudantes provenientes das regiões administrativas de Cajazeiras e Itapuã, reunindo nove unidades de ensino. Do bairro de Itapuã, compareceram 792 alunos, enquanto de Cajazeiras estavam presentes pouco mais de 180 estudantes. O objetivo central consiste em preparar esses jovens para o processo seletivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia e para a avaliação do Sistema de Avaliação Baiano da Educação.
Antes dessa etapa, outras regionais já haviam recebido a mesma iniciativa. Na semana anterior, foram realizados encontros regionalizados para estudantes da área de Cidade Baixa e Liberdade, assim como para jovens de Pirajá e Subúrbio I. Está programada uma nova rodada de aulas preparatórias para os dias 20 e 22 de outubro, desta vez voltada novamente aos alunos de Itapuã.
Segundo Consuelo Almeida, gerente dos Anos Finais e Educação de Jovens e Adultos da pasta municipal de educação, o aulão representa uma ferramenta fundamental de revisão curricular. "Nosso compromisso enquanto rede municipal é promover encontros preparatórios ao longo de todo o ano letivo, em um trabalho conjunto que beneficie todos os estudantes", explicou a gestora.
A docente Carla Grimaldi, com mais de uma década de experiência no ensino de língua portuguesa nas séries finais do ensino fundamental, enfatizou a importância dos conteúdos trabalhados durante o evento. "Abordamos aspectos como interpretação textual, relação entre diferentes textos, lógica argumentativa e mecanismos de coesão, temas frequentemente cobrados nessas avaliações. Existe uma troca enriquecedora que retroalimenta nosso trabalho pedagógico", detalhou a professora.
Do componente matemático, o educador Adílio Livramento, que leciona na Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Santa Cruz, destacou a metodologia adotada. "Buscamos desmistificar a matemática, mostrando aos estudantes que ela não precisa ser uma barreira. Ao trazer o aprendizado de forma mais descontraída e fora do ambiente escolar tradicional, facilitamos a compreensão e ajudamos os jovens a percebê-la como uma ferramenta prática para o cotidiano", afirmou.
Para o adolescente Gabriel Duarte, de 15 anos, a experiência oferece alívio da ansiedade pré-provas. "Aprendemos de maneira mais leve, em um ambiente diferente, com humor e sem a pressão habitual da sala de aula. Sabemos que os desafios são grandes, mas também compreendemos que o esforço vale a pena para conquistar nossos sonhos", concluiu o estudante.