A próxima rodada de conversas entre a CBF e os principais clubes do futebol nacional já tem sua pauta definida. Entre os temas que serão abordados está a possível eliminação da regra que impede a transferência de um jogador caso ele tenha atuado mais de doze vezes pelo seu time no Campeonato Brasileiro durante a mesma temporada.
O empresário Guilherme Bellintani, responsável pela SAF do Londrina e um dos articuladores das mudanças, adiantou os planos. “Nossa intenção é derrubar esse limite de jogos que, na prática, trava a mobilidade dos atletas dentro do próprio Brasileirão. A proposta é que, assim como já acontece nas principais ligas europeias, os clubes possam contar com um time B para participar de competições e dar chance aos jovens”, explicou.
Atualmente, a legislação desportiva determina que um jogador que dispute mais de doze partidas por um clube da mesma série não pode ser transferido para outro time da mesma competição até o fim da temporada. Se o atleta atingir o décimo terceiro jogo, a transferência fica automaticamente barrada.
A criação de equipes B seguiria o modelo adotado na Europa, onde os grandes clubes mantêm reservas que competem em divisões inferiores, servindo de vitrine para novos talentos. A ideia é oferecer um ambiente competitivo para a garotada sem precisar emprestá‑los a outros clubes.
Na reunião realizada nesta segunda-feira (21), os participantes já homologaram uma deliberação que prevê a redução gradual do número de jogadores estrangeiros permitidos por equipe. O teto atual é de nove estrangeiros por partida. A partir de 2017, o limite começará a cair ano a ano, com a meta de chegar a cinco estrangeiros por equipe em 2030.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1