O futebol brasileiro vive um momento de transformação com o modelo de Sociedade Anônima do Futebol, e a Ferroviária de Araraquara se tornou um dos casos mais emblemáticos dessa nova era no esporte nacional. O clube do interior de São Paulo aparece como um dos grandespostulantes ao acesso na terceira divisão do Campeonato Brasileiro, mostrando força dentro de campo e estruturação fora dele.
Na primeira fase da competição, a equipe terminou na terceira posição do seu grupo após acumular oito vitórias, seis empates e cinco derrotas. Já na segunda fase, o desempenho tem sido ainda mais consistente: são dois vitórias e um empate em três partidas, mantendo a invencibilidade e liderando o grupo B, que conta também com Brusque, Ferroviária e Inter de Limeira.
O regulamento da Série C prevê que as duas melhores equipes de cada grupo conquistam o retorno à Série B. No entanto, apenas os líderes de cada chave avançam diretamente para a grande final da competição, o que torna a liderança do grupo um objetivo ainda mais estratégico para a equipe.
O grande diferencial da Ferroviária está no modelo de gestão implementado em 2023. A proposta aprovada pelo clube pode render até R$ 413,3 milhões aos cofres alvinegros, dependendo da trajetória esportiva da equipe nos próximos anos. O aporte inicial mínimo garantido foi de R$ 113,3 milhões, mas o valor total pode aumentar conforme a equipe conquista divisões.
Se permanecer dez anos na Série D, o investimento ficará em R$ 113,3 milhões. Subindo para a Série C em apenas um ano e permanecendo nove temporadas nela, o valor sobe para R$ 158,3 milhões. Alcançando a Série B em um ano após subir da Série D, o investimento chega a R$ 238,3 milhões. O cenário mais ambicioso prevê acesso à Série A em sete anos, com investimento total de R$ 413,3 milhões, embora o título da matéria original cite aproximadamente R$ 400 milhões.
Fonte: A TARDE