Aiali Cris Souza dos Santos, de 34 anos, foi assassinada a tiros na noite de terça-feira (13) em uma rua do município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O companheiro dela é o principal suspeito do crime.
De acordo com relatos de familiares da vítima, que moram em Serrinha, no interior baiano, o homem entrou em contato por telefone e confessou ter matado Aiali. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado ao local, mas os socorristas apenas confirmaram o óbito da mulher.
A Polícia Civil informou que já foram solicitadas as guias necessárias para a realização do exame pericial e para a remoção da vítima. Os investigadores seguem realizando interrogatórios e diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar o responsável. Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
O caso reacende o debate sobre a violência de gênero no estado. Dados da Rede de Observatórios da Segurança revelam que a Bahia registrou 240 ocorrências de violência contra mulheres em 2025, o que representa uma queda de 6,6% em comparação com o ano anterior. No entanto, o levantamento também expõe defasagens nos registros: em 85% dos casos notificados, não havia informação sobre a raça ou cor da vítima.
O relatório aponta que 72,9% dos feminicídios praticados na Bahia tiveram como autores parceiros ou ex-parceiros das vítimas. O estudo analisou dados de nove estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. No conjunto dessas unidades da federação, foram contabilizados 4.558 casos de violência contra mulheres em 2025, um crescimento de 9% em relação a 2024.
Conforme o documento, a média diária de mulheres vítimas de violência nessas regiões foi de pelo menos 12 por dia ao longo do ano passado.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias