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Congressistas americanos exigem esclarecimentos de Zuckerberg sobre suposto viés a favor de Bolsonaro nas plataformas digitais

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Fonte: Últimas Notícias - Metro 1
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Um grupo composto por treze deputados e senadores americanos enviou uma carta ao presidente da Meta, Mark Zuckerberg, nesta quinta-feira exigindo esclarecimentos sobre acusações de favorecimento a uma das campanhas presidenciais brasileiras nas redes sociais. O documento assinado pelos legisladores manifesta alarme diante de informações de que as plataformas da empresa teriam adotado postura desigual durante o período eleitoral no Brasil.

Segundo o texto, os parlamentares expressaram inquietação com notícias seguras de que os serviços da Meta estavam limitando ou ocultando publicações relacionadas à campanha de Lula, enquanto simultaneamente ampliava a distribuição de conteúdos vinculados à campanha de Bolsonaro. O documento enfatiza que empresas de tecnologia precisam garantir oportunidades equivalentes aos candidatos no que diz respeito à disseminação e indicação de materiais durante processos eleitorais.

A correspondência também destaca relatos de usuários sobre o funcionamento da inteligência artificial do WhatsApp, que teria rejeitado solicitações para gerar imagens de campanha do candidato do PT, mas aceitado pedidos similares para o adversário. Esse episódio motivou o Tribunal Superior Eleitoral a requisitar esclarecimentos da companhia. Na terça-feira anterior, a empresa declarou ter atendido integralmente às determinações da Justiça Eleitoral para assegurar tratamento justo no segundo turno.

Os congressistas mencionaram ainda o bloqueio da conta publicitária de Lula no Facebook em 23 de setembro, 11 dias antes do primeiro turno, além de impedimentos que proibiram a equipe do PT de impulsionar conteúdos no Instagram por quase um dia inteiro, entre 9 e 10 de outubro. De acordo com a campanha, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver anúncios durante esse período.

O documento faz referência ainda às penalidades aplicadas pelo TSE à empresa. Na quinta-feira da semana anterior, o tribunal multou a companhia e obrigou-a a assegurar condições equitativas aos candidatos. Quatre dias depois, o valor da multa foi dobrado por descumprimento da determinação. Na terça-feira, a Meta comunicou ter finalizado a execução de dezessete medidas para se adequar às ordens judiciais, incluindo um mecanismo de análise humana das restrições aplicadas às contas de anúncios das campanhas.

Os legisladores requereram um encontro com executivos da Meta para sexta-feira e fixaram o dia 4 de novembro como prazo para o recebimento de respostas por escrito. As perguntas incluem quais parâmetros a empresa emprega para moderar conteúdos durante eleições em outras nações, bem como a existência de conversas entre a Meta e membros do governo Trump sobre o Judiciário brasileiro, a regulação das plataformas digitais ou o processo eleitoral de 2026.

Os parlamentares também indagaram quando a companhia percebeu possíveis disparidades no tratamento entre as campanhas e quais medidas tomou para corrigir problemas. Questionaram igualmente o funcionamento do sistema de revisão humana revelado pela empresa, que prevê análise em até duas horas de restrições automatizadas às contas de anúncios dos candidatos. Por fim, quiseram saber se a Meta permitirá que fiscais independentes acessem informações internas sobre moderação e distribuição de conteúdo político para confirmar se as campanhas receberam tratamento equivalente durante o processo eleitoral brasileiro.

Fonte: Últimas Notícias – Metro 1

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