O diretor de futebol do Esporte Clube Bahia, Cadu Santoro, concedeu entrevista coletiva na manhã deste sábado, 12, na sede do clube Located na Cidade Tricolor. No pronunciamento, o dirigente comentou as principais movimentações realizadas durante a janela de transferências, que foi encerrada na sexta-feira anterior, e traçou as perspectivas do Tricolor de Aço para o futuro próximo.
Ao ser indagado sobre a possibilidade de conquistar títulos de expressão, Cadu Santoro preferiu não estabelecer prazos definidos. "Eu gostaria muito de dizer uma data, um prazo, mas seria mentiroso da minha parte", completou o executivo, que defendeu a continuidade do trabalho de crescimento sustentado do clube baiano.
O representante do departamento de futebol enfatizou a dificuldade de manter a regularidade no topo do Campeonato Brasileiro. "Ficar entre os oito primeiros durante 59 rodadas é algo extremamente complicado, pois os adversários cometem erros, atrasam pagamentos, sofrem sanções e pontuem menos no nacional", observou. Santoro também realizou um comparativo entre o orçamento do Bahia e o das demais equipes da elite nacional, destacando que o clube está conseguindo resultados acima do esperado para sua capacidade financeira atual.
"As pessoas pensam que o dinheiro é infinito, que vamos gastar sem limites, mas a realidade é outra. O Bahia possui a 14ª maior receita entre os times da Série A e a 12ª maior folha salarial. Mesmo assim, estamos há 59 rodadas na zona de classificação para a Libertadores. Para avançar a outro patamar, que é competir regularmente pelas primeiras posições, precisamos aumentar nossa receita", explicou o diretor.
Cadu Santoro ainda comentou sobre os investimentos realizados pelo Grupo City, proprietário do clube. Segundo ele, o conglomerado tem injetado recursos superiores ao valor gerado pela comercialização de jogadores, o que tem garantido competitividade ao time comandado por Rogério Ceni. "O Grupo está investindo bastante. Se não fosse assim, provavelmente estaríamos em posição inferior na tabela. Isso demonstra que nossas contratações foram assertivas e que a comissão técnica realiza um trabalho competente. Historicamente, investimos mais do que recebemos com vendas. Com o tempo, essa equação deve se equilibrar, mas para continuar investindo significativamente, precisamos de receitas futuras com transferências", afirmou.
Sobre as movimentações no mercado, o diretor reconheceu que o técnico Rogério Ceni não ficou satisfeito com a transferência do zagueiro Ramos Mingo, mas defendeu a decisão por questões de sustentabilidade financeira. "Ninguém quer se desfazer de um jogador titular. Porém, precisamos tomar decisões pensando na saúde financeira do clube. Avaliamos que, se não vendêssemos o Mingo agora, seu valor de mercado poderia cair em dezembro. Então, entendemos que era correto lucrar com um ativo que compramos por um valor menor e vendemos por um valor maior", justificou.
Por fim, Santoro comentou a negociação que não se concretizou pelo atacante Gabriel Pec. De acordo com o dirigente, a contratação estava condicionada aos recursos obtidos com a venda de Mingo. "Não seguimos com o Gabriel Pec porque o valor pedido estava fora da nossa capacidade naquele momento. Naquela época, tínhamos uma negociação avançada pela saída do Mingo e faria sentido utilizar parte desse valor", completou. "A chegada de um jogador naquela posição não estava planejada para o meio do ano, e sim para dezembro. Porém, surgiu o nome do Pec, que agradava a todos. Corríamos o risco de antecipar esse movimento por causa da venda em paralelo, mas com os valores praticados, decidimos recuar", encerrou.
Fonte: A TARDE