O ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL) declarou nesta semana que o ministro André Mendonça pode acabar atrás das grades caso seu irmão, Flavio Bolsonaro (PL), não vença a corrida pela Presidência da República, prevista para outubro deste ano.
Em uma publicação feita na plataforma X, o terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que uma suposta "cleptocracia" buscaria efetivar a prisão de Mendonça. O motivo, segundo Eduardo, seria o fato de Mendonça ter tornado públicos diálogos pertencentes às investigações que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Eduardo também sustentou que uma suposta "quadrilha" teria realizado um verdadeiro "sequestro" das instituições públicas do Brasil. "Se meu irmão não for eleito, a cleptocracia vai destruir o que ainda resta da nação", escreveu o ex-deputado, alertando que, se o país não prender os responsáveis pelos crimes que atribui ao grupo, "eles vão prender todos que tiverem coragem de se insurgir contra seus crimes".
Vale lembrar que o termo cleptocracia refere-se a um regime político em que autoridades utilizam o poder estatal para desviar recursos públicos em benefício próprio. A palavra tem origem grega, combinando "kleptein" (roubar) e "kratos" (poder), o que significa, literalmente, "governo dos ladrões".
Sobre a composição do Supremo Tribunal Federal, a atual corte conta com dez ministros em atividade. As indicações são feitas pelo presidente da República e precisam passar por sabatina e aprovação do Senado Federal. Diferentemente de outros cargos públicos, a magistratura no STF é vitalícia, com aposentadoria compulsória fixada aos 75 anos de idade pela Constituição Federal.
Fonte: A TARDE