Muitas mulheres suportam durante anos cólicas menstruais extremamente dolorosas sem imaginar que tais sintomas podem estar conectados à endometriose. O atraso no diagnóstico continua sendo um dos grandes desafios relacionados a essa doença, que figura entre as principais causas de infertilidade feminina em todo o país.
Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva convivem com a endometriose ao redor do planeta. A doença consiste em uma condição inflamatória em que o tecido que reveste o útero internamente, denominado endométrio, se desenvolve em outras partes do organismo. Essas células podem se alojar nos ovários, nas tubas uterinas, no intestino e até mesmo na bexiga.
Entre os sinais clínicos mais frequentes estão o sangramento abundante, cólicas incapacitantes e dores agudas ao longo do ciclo menstrual. Também podem surgir alterações nos hábitos intestinais, desconforto durante a relação sexual, inchaço na região abdominal e grande dificuldade para conseguir engravidar. O médico radiologista do Hospital Português, Dr. João Rafael Carneiro, reforça a importância de ampliar o debate sobre a condição para que mais pessoas possam ser diagnosticadas precocemente.
Segundo o especialista, uma parcela significativa das pacientes convive com dores intensas durante anos antes de receber o diagnóstico adequado. Por essa razão, torna-se essencial disseminar informações sobre a endometriose e incentivá-las a buscar acompanhamento médico especializado ao perceberem sintomas persistentes.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias