O brasileiro Filipe Luís, que construiu um legado vitorioso como atleta e comandante do Flamengo, concedeu entrevista à AFP nesta semana. Aos 41 anos, o técnico revelou detalhes sobre sua passagem pelo Monaco, equipe francesa que passou a treinar em julho deste ano, e compartilhou sua visão sobre o futebol europeu.
Esta representa a segunda experiência profissional de Filipe Luís na função de treinador, porém a primeira em solo europeu. À frente do clube rubro-negro da capital fluminense, ele acumulou seis conquistas expressivas entre 2024 e 2025, erguendo troféus da Copa do Brasil, do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. O convite para deixar o Rubro-Negro surgiu após um período de instabilidade nos resultados, que culminou em sua saída em março.
Após quatro meses distante dosgramados, o comandante foi apresentado oficialmente pelo Monaco para a campanha 2026/27. A equipe monegasca demonstrou força no início da temporada, ocupando a liderança do certame francês com quatro vitórias e um empate nas cinco primeiras rodadas. Filipe Luís comentou sobre o nível da competição e destacou a coragem do futebol francês em promover talentos jovens.
O estrategista brasileiro também falou sobre as exigências da profissão e revelou um segredo para manter-se competitivo. O técnico confessou que sua obsessão pelo futebol o ajuda a suportar as pressões inerentes ao alto rendimento. Ele afirmou que é preciso ter uma entrega quase obsessiva ao trabalho, desde que haja respaldo da família.
Filipe Luís revelou que o amor pelo futebol foi o catalisador para sua transição para a carreira de treinador. Um mês após pendurar as chuteiras, no encerramento de 2023, ele já assumia a equipe de juniores do Flamengo. O ex-jogador detalhou que essa experiência serviu como campo de experimentação para sua evolução como técnico.
O brasileiro também falou sobre as inspirações que moldaram seu trabalho. Ele creditou a Simeone, com quem trabalhou no Atlético de Madrid, como grande influenciador de sua mentalidade profissional. Filipe Luís explicou que sua filosofia carrega elementos de diversos mestres, mas nasce principalmente de suas próprias vivências dentro de campo.
Fonte: A TARDE