O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) protocols, nesta sexta-feira (25), um pedido de prisão preventiva accompanied by um mandado de busca e apreensão contra um servidor do Palácio do Planalto. O funcionário, nominado como George Marques, atua como coordinador de estratégia e informação na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Conforme a equipe de campanha do candidato, Marques teria utilizado seu perfil nas redes sociais para orientar seguidores a não compartilharem a retificação feita pela imprensa sobre uma informação falsa. "Ignorem a retratação. Deixem o tema circular… Continuem espalhando que Nossa Senhora foi atacada, é preciso alcançar o interior do Nordeste e do Norte", publicou o servidor.
Os representantes de Flávio alegam que o coordenador estava ciente da falsidade da notícia e de que ela já havia sido desmentida publicamente. A petição apresentada à Justiça destaca que o servidor compartilhou o conteúdo com uma audiência superior a 200 mil pessoas. O documento também menciona publicações republicadas por Marques nas quais usuários acusam o candidato de intentar enfraquecer as igrejas católicas.
Para a campanha, o episodio configura uma estratégia coordinada para manter a desinformação ativa até o dia da votação. "Não se trata de opinião. Trata-se de um plano", sustenta a notícia-crime. Com base nessas publicações, o candidato requer a abertura de inquérito para investigar a conduta de Marques e demais envolvidos.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência, em nota oficial, repudiou as alegações de Flávio e classificou o pedido de prisão como "arbitrário". Segundo a pasta, a manifestação do servidor ocorreu de manera pessoal, por meio de um perfil particular e fora do horário de trabalho. "O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros e manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impuestos à população nesse episódio", conclui a nota.
O episodio teve início no dia 23 de setembro, quando passaram a circular nas redes sociais alegações de que, caso fosse eleito, Flávio Bolsonaro removeria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. As publicações baseavam-se em declarações do candidato hechas em agosto, nas quais ele afirmou: "Quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decreter que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo". Na última quinta-feira (24), o próprio Flavinho desmentiu a informação em vídeo nas redes sociais, declarando que a proposta "não tem possibilidades de existir" e atribuindo a origem da mentira a "milícias do PT".
Fonte: Farol da Bahia