Perfis falsos de profissionais de saúde criados por meio de inteligência artificial estão se multiplicando nas redes sociais e representam um risco real para a população. A prática, que combina tecnologia avançada com intenções fraudulentas, tem causado prejuízos à saúde de milhares de brasileiros, especialmente os mais velhos.
Investigação do governo federal identificou ao menos 97 perfis que simulam médicos em canais de vídeo. Os golpe utilizam avatares digitais com jalecos, cenários que imitam consultórios e até vozes sintetizadas para enganar os espectadores. O objetivo é vender tratamentos milagrosos e curas sem qualquer comprovação científica.
A orientação dos órgãos de saúde é clara: desconfie de qualquer recomendação médica vista na internet. Antes de seguir qualquer orientação, verifique se o profissional possui registro válido no Conselho Regional de Medicina. Criminosos exploram a vulnerabilidade emocional dos pacientes com frases sensacionalistas e promessas de resultados extraordinários.
A Advocacia-Geral da União tomou providências e notificou a plataforma Google a remover os conteúdos enganosos em até 72 horas. O problema expõe uma lacuna grave: enquanto a inclusão digital avança, a educação da população sobre os perigos do ambiente virtual não acompanha o mesmo ritmo.
Especialistas alertam que pessoas que abandonam tratamentos médicos legítimos por causa de orientações falsas podem ter quadros de saúde agravados significativamente. O combate a esse tipo de crime exige colaboração entre empresas de tecnologia, órgãos governamentais e a sociedade.
Fonte: A TARDE