O Comando Central Militar do Irã declarou neste domingo, 20, que possui informações de inteligência sobre um plano dos Estados Unidos e de seus aliados para realizar um novo ataque ao país. A liderança militar advertiu que qualquer ofensiva nesse sentido será respondida com uma campanha prolongada contra bases e interesses norte‑americanos na região, podendo ainda envolver nações e grupos aliados de Washington.
Em paralelo, o Departamento de Estado dos EUA emitiu no sábado, 19, um alerta de segurança no qual reconhece a possibilidade de uma escalada inesperada no Oriente Médio. A orientação aos cidadãos americanos é de redobrar a atenção, e são esperados cancelamentos de voos e o fechamento temporário de aeroportos nas áreas afetadas.
Em meio à tensão, Teerã informou a Washington as condições necessárias para a reabertura do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde, antes do conflito, circulava cerca de 20% do petróleo e do gás do planeta. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, enquanto os compromissos assumidos pelos Estados Unidos não forem cumpridos, será impossível restaurar o fluxo normal na passagem. Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm o bloqueio aos portos iranianos. Segundo o governo iraniano, as mensagens e a explicação de suas exigências foram transmitidas com clareza à outra parte por meio de mediadores. O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegará a Teerã neste domingo para discutir a situação.
Fonte: A TARDE