Uma operação policial realizada na última sexta-feira (11) em Guanambi, município situado no sudoeste baiano, resultou na descoberta de um amplo esquema de falsificação de documentos. O jovem de 21 anos foi interceptado enquanto conduzia uma motocicleta sem apresentar documentação exigida por lei.
Ao realizarem buscas na residência do suspeito, os agentes militares localizaram um verdadeiro arsenal para produção de documentos fraudulentos. Ao todo, foram apreendidas 53 carteiras de habilitação com indícios de falsificação, sendo 32 delas relacionadas a registros do estado da Bahia. O material ainda incluía exemplares emitidos por órgãos de trânsito de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Mato Grosso, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Pará, além do Distrito Federal.
Além das carteiras, os policiais encontraram equipamentos essenciais para a confecção dos documentos, como impressoras, folhas com características semelhantes às utilizadas em papel-moeda, um documento de identidade e diversos insumos. Todo o material foi recolhido e direcionado à 1ª Departamento de Polícia Civil do município.
O jovem responderá por condução perigosa mediante Termo Circunstanciado de Ocorrência. A corporação civil abriu investigação específica para apurar a fabricação e comercialização de documentos públicos falsos. As peças recolhidas passarão por análise pericial, enquanto os investigadores trabalham para identificar a procedência do material e eventual participação de terceiros no esquema.
Em outro caso igualmente relevante no estado, a médica Aline Candice Carlos Magalhães, que exercia atividades profissionais em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, obteve liberdade dez dias após ser detida durante a Operação Canudo. A Polícia Federal a inúmera na investigação de um suposto grupo especializado em produzir e vender diplomas falsos e documentos acadêmicos fraudulentos.
A defesa da profissional, conduzida pelos advogados Bazílio Ignácio Xavier Neto e Joslaine Oliveira dos Anjos, comemorou a decisão após apresentar recurso à Vara Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais. Os causídicos sustentaram que as provas coletadas durante as diligências seriam insuficientes para confirmar a participação da médica em falsificações documentais.
Alegando inocência da cliente, a banca de defesa destacou que conseguiu reverter a prisão preventiva em curto período de tempo. A profissional foi presa no dia 12 de agosto e permaneceu no Complexo Policial de Barreiras, já que a região não dispõe de unidade prisional feminina. Após audiência de custódia no dia seguinte, a prisão foi mantida inicialmente pela Justiça Federal.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias